
O dia mundial do teatro foi criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), data da inauguração do Teatro das Nações, em Paris.
O marco principal do surgimento do teatro foi a reunião de um grupo de pessoas em uma pedreira, que se reuniram nas proximidades de uma fogueira para se aquecer do frio.
A fogueira fazia refletir a imagem das pessoas na parede, o que levou um rapaz a se levantar e fazer gestos engraçados que se refletiam em sombras. Um texto improvisado acompanhava as imagens, trazendo a ideia de personagens fracos, fortes, oprimidos, opressores e até de Deus e do diabo, segundo conta Margarida Saraiva, da Escola Superior de Teatro e Cinema, de Portugal.
A representação existe desde os tempos primitivos, quando os homens imitavam os animais para contar aos outros como eles eram e o que faziam, se eram bravos, se atacavam, ou seja, era a necessidade de comunicação entre os homens.
O gênero trágico foi o primeiro a aparecer, retratava o sofrimento do homem, sua luta contra a fatalidade, as causas da nobreza, numa linguagem bem rica e diversificada. Os maiores escritores da tragédia foram Sófocles e Eurípedes.
Nessa época, somente os homens podiam representar, assim, diante da necessidade de simular os papéis femininos, as primeiras máscaras foram criadas e mais tarde transformadas nas faces que representam a tragédia e a comédia; máscaras que simbolizam o teatro.
O gênero cômico surgiu para satirizar os excessos, as falsidades, as mesquinharias. Um dos principais autores de comédia foi Aristófanes, que escreveu mais de quarenta peças teatrais.
Nas primeiras representações, a comédia não foi bem vista, pois os homens da época valorizavam muito mais a tragédia, considerando-a mais rica e bonita. Somente com o surgimento da democracia, no século V a.C, a comédia passou a ser mais aceita, como forma de ridicularizar os principais fatos políticos da época.
Segundo o teatrólogo Felippi Morais, o palco é a sua casa. “É um mundo no qual, a partir do momento que eu piso, me transformo num outro eu... embarco em um navio de emoções e glória onde eu posso ser o que eu quiser e esquecer-se de mim”, disse o ator.
Baiano de Itabuna, Felippi se mudou para São Paulo ainda criança onde se formou pela Escola de Atores Orlando Moreno, fez cursos na área de interpretação e workshop com as atrizes Fernanda Montenegro e Lília Cabral – “A Descoberta do Teatro”. Ganhador do prêmio de melhor ator no Festival Paulista de Teatro com o espetáculo ‘O Homem da Flor na Boca’, em 2004. Entre os muitos espetáculos teatrais realizados, está a participação na telenovela Dance Dance Dance na TV Bandeirantes.
Felippi Morais se casou com a eunapolitana Géssica Miranda e vivem em Eunápolis desde 2011. Autor do projeto ‘Cultura 100% em Eunápolis’, Morais está pleiteando implantar no município a ‘Fábrica de Sonhos’ que, segundo ele, a população terá acesso a cursos de teatro, dança, música, cinema, artes marciais e outras atividades ligadas à cultura.
Entre as propostas está a criação de um teatro para Eunápolis com o nome de ‘Teatro Raul Cortez’, com calçada da fama para receber atores e atrizes renomadas.
“No que depender de mim, o prefeito Neto Guerrieri que tem sinalizado positivamente sobre o apoio à cultura, poderá contar comigo para todos esses projetos sairem do papel. Eunápolis foi considerada a pior cidade para o jovem viver, tudo isso se dá ao fato de não termos nenhum tipo de entretenimento voltado para a cultura.” FinalizouFelippi.
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