
O Ministério da Saúde começou a vacinar meninos de 12 a 13 anos contra o HPV, o vírus do papiloma humano. Antes, o público se limitava a meninas de 9 a 13 anos. Esta semana, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) emitiu alerta sobre a importância da vacinação em meninos.
"O HPV é um vírus altamente contagioso, e a sua transmissão acontece principalmente pelo contato sexual. A vacinação, além de ser benéfica para o público masculino, contribuirá para a diminuição, nas mulheres, do câncer de colo do útero e vulva, uma vez que possibilita a diminuição da circulação do vírus na população", afirmou Gustavo Fernandes, presidente da SBOC.
O HPV é sexualmente transmissível e causa uma série de doenças. O plano é ampliar a faixa etária gradativamente até que, em 2020, a vacinação seja oferecida a meninos dos 9 aos 13 anos, como já ocorre com meninas desde 2014.
Por que vacinar meninos?
Subtipos do vírus estão relacionados a quase todos os casos de cânceres no colo útero, o que explica o foco inicial no sexo feminino. No entanto, ainda que em números menores e sem o mesmo nível de divulgação, o vírus está também relacionado a cânceres como o de pênis, ânus e boca, tornando necessária a imunização de ambos os sexos.
Mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuídos à infecção pelo vírus. Além disso, vacinar meninos reduz o risco para a população como um todo, o que se denomina proteção de rebanho.
Há provas de que meninos ficam protegidos indiretamente com a vacinação de meninas e, acredita-se, o contrário também se mostra eficaz.
Também estão no público-alvo da vacinação meninos e homens soropositivos de 9 a 26 anos, que tenham indicação médica.
O esquema vacinal contra o HPV em meninos será o mesmo adotado no público feminino, sendo duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Já para os que vivem com HIV, serão três doses, com intervalo que variam entre dois e seis meses. Com a iniciativa, o Ministério da Saúde espera imunizar mais de 3,6 milhões de meninos este ano, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV no Brasil.
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