Por: Exame
02/10/2016 - 08:55:27

Parece que as más notícias sobre os riscos da pílula anticoncepcional não param de chegar. Desta vez, a preocupação é com a saúde mental: um novo estudo da Universidade de Copenhague analisou os registros médicos de todas as mulheres entre 15 e 34 anos que vivem na Dinamarca para concluir que a chance de desenvolver depressão chega a dobrar para quem usa anticoncepcionais com hormônios.

Os cientistas focaram o estudo em mulheres que não tinham diagnóstico prévio de depressão. Aí passaram 14 anos acompanhando a saúde delas e os medicamentos que consumiam.

E perceberam o seguinte: as mulheres que tomavam contraceptivos hormonais tinham chances bem maiores de, mais tarde, passar a tomar antidepresivos - ou seja, de serem dignosticadas como portadoras de depressão ou de transtornos de ansiedade (que também são tratados com fluoxetina, escitaplopram e cia.). Quando os pesquisadores separaram só as adolescentes, entre 15 e 19 anos, perceberam que elas estavam ainda mais vulneráveis. Para elas, usar a pílula combinada representa um risco 80% maior de depressão. Já com a mini-pílula, ele pula para 120% - ou seja, mais que o dobro.

Para quem toma a pílula tradicional (que combina derivados de progesterona e estrogênio), o risco é 23% maior do que entre as mulheres que não usavam o método. Mas a pílula está até bem na fita. Os piores aumentos de risco estavam em outros métodos hormonais.

Foi o caso do adesivo, o "campeão" da pesquisa. As mulheres que usavam o método que distribui norgestrolmin (uma progesterona sintética, usada em marcas como Evra) através da pele tinham o dobro de chances de começar a tomar antidepressivos, comparadas às jovens que não tomavam esses hormônios.

No Top 3, inclusive, estão os anticoncepcionais hormonais que não vem em forma de comprimido: além do adesivo, há também o anel vaginal, que libera etonogestrel e o DIU hormonal, que usa levonorgestrel (ambas progesteronas sintéticas).

Ranking da depressão

Adesivo - risco 100% maior

Anel vaginal - risco 60% maior

DIU com levonorgestrel - risco 40% maior

Mini-pílula (só de progesterona) - risco 34% maior

Pílula combinada - risco 23% maior

 

 

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