Por: Cúria Diocesana
02/10/2012 - 00:00:00

Dia Mundial das Missões - Certa vez, fui surpreendido com a pergunta de um amigo. Ele falava assim: é impressão minha, ou hoje, em nossas paróquias e comunidades, quase não damos importância ao mês dedicado às missões. Por que não celebramos o Dia Mundial das Missões com solenidade, com uma boa catequese sobre a importância da missão na Igreja?"

No momento não disse nada, apenas ouvi sua reclamação. E ele continuou: "Olhe, padre, quando chega o dia Mundial das Missões, vejo nesta Igreja matriz aquele homem santo, o nosso Pároco, que depois de uma pregação encantadora, em que exortava os fiéis sobre a validade do mandato missionário de Jesus Cristo, pegava seu barrete, saía no meio do povo e recolhia a coleta da missa para as missões da Igreja. Aquele gesto inquietava todas as pessoas que estavam ali participando da missa, de modo que todos colaboravam com a missão da Igreja, ofertando às obras missionárias um pouco de sua pobreza".

Nesse mês de outubro, dá um sentido para esse dia dedicado às missões. "Este dia é consagrado à grande obra da propagação da fé. Tal obra funciona já em todas as paróquias, porém é preciso, uma vez por ano, soltar um brado mais veemente, e mostrar com mais minúcias o que é tal obra, o que merece, o que se pode esperar das missões".

O objetivo do Dia Mundial das Missões consiste em primeiro lugar animar todos os cristãos batizados sobre a importância das missões. É interessante perceber que essa missão não é pensada só numa dimensão macroeclesial, mas microeclesial, porque em nossas comunidades eclesias a missão se realiza. O Dia Mundial das Missões tem o valor pedagógico de nos lembrar de que" [ ... ] nós aqui vivemos no sossego, no meio dos milhares de sacerdotes, de Irmãos e Religiosas, que deixando o achego do lar, as consolações da pátria, embrenham-se nos desertos e nas selvas, passam mil privações para ganhar almas para Deus. É um dever da caridade, o lembrarmo-nos destes heróis e destes mártires e, para termos parte em suas conquistas, dar-lhes pelo menos hoje um olhar atento, uma prece fervorosa e uma esmola generosa".

O Dia Mundial das Missões pode ser celebrado da seguinte forma:

1. Um olhar contemplativo sobre as obras missionárias. Os meios de comunicação nos apresentam a vida dos famosos. Suas atividades, ocupações, pensamentos ... mas, "há uma categoria de homens heróis pela fé, pela coragem, pela tenacidade, pela abnegação de si mesmos, que lutam, sofrem e morrem para levar ao longe a fé em Deus e a civilização dos homens, e estes homens, sem reclamos, sem propaganda, sem aspirações a popularidade, ficam verdadeiros desconhecidos do mundo. [...] Ninguém fala deles, porque eles mesmos escondem os seus sacrifícios e os seus triunfos. Ninguém os exalta, porque eles mesmos se rebaixam. Ninguém canta a sua glória
porque eles só procuram a glória de Deus. [...] Neste dia, pelo menos, dirijamos um olhar atento para este heroísmo sublime".
Seguindo essa sugestão, que tal colocarmos em nossas Igrejas fotos de missionários (as) que estão espalhados (as) pelo mundo, pregando, anunciando e testemunhando a Palavra de Deus com a própria vida?

2. Uma prece. Não basta só olhar para os missionários, é necessário rezar por todos eles. A fim de que eles possam exercer com amor e fidelidade sua vocação missionária no mundo.

3. Uma esmola. "Que nem uma só alma, uma só que seja, se perca pela nossa indolência, pela nossa falta de generosidade! Que nem um só missionário desista, porque faltam os meios que nós recusamos. Não há mais lugar ao comodismo, a frieza. [...] Abra-se a nossa bolsa, conforme o tamanho dos nossos corações. Para que no dia do juízo o Salvador possa dizer: Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado ... porque tive fome e me deste de comer. (Mt 25,34.)"
Com esta afirmação do Papa João Paulo II, preparemo-nos para celebrar o Dia Mundial das Missões renovando em nós nossa vocação missionária: "Exorto todas as Igrejas, os pastores, os sacerdotes, os religiosos (as) e os fiéis a se abrirem à universalidade da Igreja, evitando toda forma de particularismo, exclusivismo ou qualquer sentimento de autossuficiência". (RM, 85.).

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