Por: Curia Diocesana
20/09/2012 - 00:00:00

• É preciso escolher entre seguir o padrão de comportamento predominante ou ser fonte de vida (como Deus que se fez "servo" de suas criaturas). A tendência predominante é manipular leis e estruturas para obter vantagens pessoais e riqueza de forma ilegal, sobretudo a que vem corrupção. Em tempo de eleições é preciso reflexão sobre o uso particular do dinheiro público, lembrando que os recursos à disposição dos poderes (municipal, estadual ou federal) derivam de impostos pagos por empresários e trabalhadores.

• A primeira leitura (Livro da Sabedoria 2,12-20) é uma espécie de anúncio antecipado do que vai ocorrer com o Mestre de Nazaré: a perseguição, tortura e morte para o justo que "incomoda". A segunda leitura ( São Tiago 3,16 -4,3) aponta as consequências da escolha que preferir o modo de agir "predominante". A violência existe para exterminar a justiça. Dependendo da escolha vamos cultivar a paz ou a violência.

• O anúncio do evangelho - ( São Marcos .9,30-37) na contramão da tendência predominante - traz uma proposta de servir. Este "Servir" se opõe à violência e à vontade de dominação.

Em Marcos cap.9 Jesus caminha sabendo que vai suportar a injustiça por causa das escolhas que fez. A escolha em Servir incomodou e vai continuar incomodando os que escolheram o poder de dominação. O donos do mundo
agem sempre do mesmo modo em todos as épocas e lugares. No tempo do Cristo também odiavam o justo em sua Cidade, em seu Povo e dentro de sua Religião. Os discípulos, porém, continuam ainda ignoram essa decisão fundamental. Mesmo sendo pobres e gente do povo, estavam contaminados pelo "comportamento predominante". Perdiam-se na disputa mesquinha pelo poder entre o próprio grupo imaginando quem ficaria entre os maiorais do futuro "reino" do Messias.

ONDE DEUS ESTÁ ESCONDIDO

• Marcos restringe o foco da narrativa ao círculo menor dos doze apóstolos. É a eles que Jesus se dirige ensinando: quem quer ser o primeiro, seja o último: aquele que serve a todos. E aponta ao grupo a figura da criança que, naquele tempo e na sua cultura era o ser frágil e carente, sem vez nem voz, inútil na sociedade e
sem importância. Quem acolhe uma criança em meu nome, é a mim que acolhe. E, quem me acolhe, está simplesmente acolhendo o próprio Deus.

• O Mestre de Nazaré colocou de cabeça para baixo os critérios de valor vigentes. A idolatria do poder é a semente da violência e da perversidade que alimenta todos os conflitos. Ele veio servir (símbolo = lavar os pés dos discípulos) até dar a vida pelo que pregava sempre ao lado dos pequenos. Esse o fundamento da paz.

• Enquanto discutimos quem de nós é o "maior", como se faz em revistas especializadas (as que apresentam os "10 mais" do mundo: os mais ricos, os mais poderosos, os mais elegantes, etc.), há uma legião de anônimos em muitos pontos do planeta que seguem o Mestre, embora muitos nem ouviram falar nele pois nasceram em outra cultura. Eles levam uma vida comum, simples e escondida, mas dedicada ao serviço de outros ainda menores ou menos importantes (filhos, vizinhos, colegas de trabalho, na cidade ou na roça). O caminho que leva a Deus (o acontece em todas as culturas) passa por essa atitude que dá importância aos mais pequeninos, aos mais desvalidos.

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