
O bispo diocesano da Costa do Descobrimento, Dom José Edson, criticou a demolição do monumento da primeira missa em Santa Cruz Cabrália, condenada pela Justiça Federal a partir do pedido do Iphan–Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O Iphan alegou que as esculturas foram construídas sem licença ambiental numa Área de Preservação Permanente (APP). O pedido de demolição, em 2006, também foi protocolado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit).
Dom José Edson afirmou que o monumento foi construído sem que a Igreja fosse comunicada, mas que não vê problema nele.
“De fato, a construção não faz parte do patrimônio histórico, ela é recente. Mas acho que não agride nada e ainda atrai turistas para tirar foto. O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) vai tirar por tirar”, disse. “Se tirar [o monumento], nós vamos apresentar o que aos turistas? O monumento marcou a região, já é um ponto de parada. Os diretores do Iphan vêm de fora e derrubam as coisas sem respeito e sem nem olhar para a região. Eles têm que conhecer a realidade para não ir embora e deixar a gente com prejuízo”, continuou o bispo.
Na decisão, o juiz federal Alex Schramm de Rocha, afirmou que a construção provocou “danos ambientais que consistem na poluição visual que as edificações causam ao cenário natural e histórico do local”. Ainda na decisão, o magistrado disse que a ação “acaba por estimular a ocupação clandestina naquela área por outras pessoas, dando um mau exemplo para os cidadãos”.
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