Por: Redação/Atlanticanews
01/06/2022 - 07:16:39

Um falso advogado que "atuava" em Campo Formoso, na Bahia, foi preso nesta segunda-feira (30), em Salvador, por crimes de estelionato, falsificação de documentos e exploração de prestígio. Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e da 2a Promotoria de Justiça de Campo Formoso.

 

Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Campo Formoso.

 

O investigado exercia atividades cartorárias em um escritório, mas teria se aproveitado do acesso às informações para cometer fraudes contra a vítima, fazendo cobranças indevidas por meio do uso de documentos falsos, bem como solicitando valores sob o pretexto de influir em decisões judiciais. 

 

Nesse esquema, o homem, que não teve a identidade divulgada, teria solicitado à vítima o pagamento de R$ 50 mil, utilizando um falso documento de pix, alegando que teria repassado esse valor a um agente público no intuito de obter decisões favoráveis. 

 

Já os estelionatos consistiriam na cobrança de valores falsamente devidos, a título de tributos e demais despesas processuais. No total, a vítima devia pouco mais de R$ 5 mil a título de taxas e outras despesas decorrentes de processos judiciais, sendo que o investigado teria realizado cobranças que ultrapassariam R$ 100 mil, por meio de documentos falsos.

 

A Justiça decretou também o afastamento do sigilo de dados, o afastamento do sigilo bancário e a indisponibilidade dos bens do investigado no montante de R$ 110.693,75, valor equivalente às cobranças indevidas feitas à vítima.

 

Segundo os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), o procedimento investigatório teve início a partir de declarações prestadas na Promotoria de Justiça de Campo Formoso, quando a vítima relatou possíveis crimes de estelionato, uso de documento falso e exploração de prestígio que teriam sido cometidos por suposto advogado, que atuaria na sua defesa. Entre os meses de novembro de 2021 e janeiro de 2022, o investigado encaminhou à vítima cobranças indevidas que somaram mais de R$ 110 mil.

 

Foto: Divulgação

 

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