
Se adiantando à convocação que seria feita pelo vereador Adelson Cirilo dos Santos (PDT), o Adelson do Alecrim, o secretário de Saúde de Eunápolis, Mário Gontijo foi à Câmara Municipal nesta quinta-feira (03), quando, durante a sessão ordinária, fez uma prestação de contas e respondeu a questionamento e pedidos de esclarecimentos feitos pelos vereadores.
A apresentação da prestação de contas durou não mais do que 30 minutos, porém, as perguntas e intervenções dos vereadores fizeram com a presença do secretário na Tribuna durasse quase três horas.
Mais de uma centena de servidores foi à casa legislativa em manifestação de apoio ao gestor da Saúde. Representantes do Conselho Municipal da Saúde e dezenas de pessoas também assistam à sessão.
Na prestação de contas, que foi feita com o auxílio de meio audiovisual, Gontijo tratou das finanças e da gestão desses recursos, dos programas, dos avanços realizados, da construção de unidades de saúde, projetos e planos futuros.
Na parte financeira, apresentou demonstrativos financeiros das receitas e despesas; explicou sobre a composição das receitas e a aplicação desses recursos. Disse do esforço que está sendo feito visando bem gerir o dinheiro público, e afirmou: “não há nenhum caso de improbidade na nossa Secretaria”, e mais adiante, “sou honesto, tenho um nome a zelar”.
Na parte de gestão, o secretário fez um resumo do que era a pasta antes e o que é hoje, mostrando dados do atendimento, da estrutura atual, e dos investimentos que têm sido feitos nestes 15 meses da atual administração.
Salientou que o atual governo tem investido 25% do total arrecadado, o que é bem mais do que os 15% que são exigidos pela legislação. “Poucos municípios brasileiros investem tanto na saúde”, afirmou.
A construção de 15 unidades de saúde, em andamento, com custo estimado em R$ 7,4 milhões, foi destacada, tanto por melhorar as condições de atendimento para usuários do sistema, como as condições de trabalho dos servidores. Ainda segundo o secretário, com os prédios próprios, a partir do próximo ano a saúde vai economizar por ano, R$ 500 mil em despesas, por deixar de pagar aluguéis.
A eficiência no atendimento nas unidades de saúde foi também destacada. Segundo Gontijo, o fluxo de pessoas no Hospital Regional já diminuiu cerca de 40%, “e vamos diminuir mais essa fila”, salientou.
A eficácia de programas como o de combate à dengue foi exemplificada, com o registro de apenas 16 notificações da doença neste início de ano. A fila de cirurgias de catarata, segundo o secretário, diminuiu de 300 para 60.
Depois da explanação, o secretário passou a responde às perguntas dos vereadores. O primeiro a fazer indagações foi Adelson. O edil indagou sobre um suposto laboratório fantasma existente entre os prestadores de serviço da saúde; o processo de implantação da UTI no Hospital Regional; além de informações sobre contratos de prestação de serviços de hospitais. O secretário apresentou sua argumentação, não sendo novamente questionado pelo vereador. Gontijo se comprometeu ainda, a enviar à Câmara, documentos que comprovam o que dissera. O vereador não fez nenhum questionamento.
Todas as perguntas foram respondidas. E ao final, manifestações foram feitas por vários edis, em demonstração de confiança no secretário.
Falando com a reportagem o secretário fez uma avaliação da sua apresentação na Câmara. “Eu me sinto cumpridor da lei. A Lei de Responsabilidade Fiscal prevê isso. Estarei aqui mais duas vezes, prestando contas. Eu achei muito positivo. A comunidade merece isso [esclarecimentos]; está no papel do secretário de Saúde”, sintetizou Gontijo.