
A receita aviada com letra muitas vezes ilegível, uma praxe secular na medicina, pode estar com os dias contados no município de Eunápolis.
É que foi apresentado na sessão da Câmara Municipal da quinta-feira passada (13/02), projeto de lei que proíbe o aviamento de receitas médicas e odontológicas com o preenchimento de próprio punho do profissional. As receitas terão que ser digitadas em computador e impressas.
De acordo com o projeto que é de autoria dos vereadores: Jorge Maécio (PP), Ramos Filho (PTC) e Adelson Cirilo (PDT), o Adelson do Alecrim, a nova regra vai valer para todos os estabelecimentos de saúde existentes no município: hospitais públicos e particulares, clínicas, consultórios médicos e ambulatórios da rede pública ou privada, e postos de saúde.
Na justificativa, os subscritores alegam que a prescrição de remédios e exames da forma como as receitas são feitas hoje, leva a milhares de erros por ano. “Uma simples mudança, como colocar um decimal a mais no lugar errado, pode ter sérias consequências na dosagem de remédios para pacientes”, apontam os autores.
O projeto foi defendido também pelo próprio Dr. João Carlos Lopes (PSB), que é médico e vereador.
Agora, o projeto passa pelo período de discussão, que pode durar até três sessões ordinárias e depois submetida a duas votações.
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