Por: Teoney Guerra
09/03/2012 - 00:00:00

Guaratinga - "Quando assumimos, a Saúde não tinha nem uma ambulância, nem uma bicicleta para transportar um doente". Foi nesse tom de desabafo, de quem teve que praticamente recomeçar do zero a reconstrução de setor de Saúde no município, que o prefeito Ademar Pinto fez a entrega da Base Descentralizada do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) de Guaratinga.

A solenidade realizada na manhã desta sexta-feira (09/03/2012), na avenida Alberto Costa Lima, centro da cidade, em frente ao prédio do SAMU, culminou um trabalho de mais de um ano, desenvolvido pelo prefeito e pelo secretário João Randre Castro, viabilizando a implantação do serviço na cidade.

"Não foi fácil, mas conseguimos, e aqui está o SAMU, desmentindo os que diziam que não viria e não queriam que ele fosse implantado na nossa cidade", também falou em tom de desabafo o secretário.

Diversos empecilhos de ordem burocrática atrasaram a implantação do serviço na cidade, atrasando, inclusive, o treinamento do pessoal, técnicos e condutores, todos residentes na sede do município.

Além de prestar o atendimento de urgência na cidade, socorrendo enfermos, parturientes e feridos, levando-os para o Hospital Municipal Joana Moura ou outro estabelecimento de referência, conforme a gravidade de cada caso, as ambulâncias do SAMU vão trabalhar também, em conjunto com as ambulâncias dos povoados, prestando socorro também naquelas áreas. "A ambulância de uma localidade dessas pode trazer o paciente, adiantando o atendimento, e a ambulância do SAMU pode ir ao encontro e, no meio do percurso o socorrido será transferido de uma ambulância para outra", explica o coordenador local do SAMU, Ivan Pinheiro.

Para a coordenadora regional do serviço, a enfermeira Larissa Altoé, "este é um serviço de grande utilidade, principalmente num município tão extenso, como o de Guaratinga, e para isso, foram fundamentais as gestões do prefeito e do secretário".

RECONSTRUÇÃO DA SAÚDE

A declaração do prefeito Ademar, de que "a Saúde não tinha nem uma bicicleta para transportar um doente", ilustra bem o estado de caos que o setor de Saúde vivia quando ele assumiu, em janeiro de 2009. Na verdade, não havia nem uma ambulância, as unidades de saúde do interior estavam desativadas e o hospital funcionava de forma precária, sem as mínimas condições, faltando, inclusive, material básico, como algodão, gaze e esparadrapo. Os profissionais estavam com salários atrasados, e havia apenas dois médicos para atender todo o município. Hoje, são 12 esses profissionais.

Atualmente, todas as unidades de saúde foram reativadas, algumas já funcionando em prédios próprios, e em cada uma há uma enfermeira ou enfermeiro formado que reside na localidade, pronto para prestar os primeiros socorros a qualquer hora do dia ou da noite. Além disso, há ambulâncias nas localidades do interior para transportar os doentes para o hospital, a qualquer hora do dia ou da noite. No povoado de São João do Sul, já existe até um gabinete odontológico.

A solenidade de inauguração teve ainda a presença da vice-prefeita, Marlene Dantas, que também fez um pronunciamento, no qual destacou o quanto o novo serviço vai ser exigido, em razão da extensão territorial do município, a presença dos vereadores: José Messias, Lita, Rosângela e Bronísio, além de Gelson Almeida, líder do governo na casa legislativa, que também discursou representando o Legislativo, a coordenadora do SAMU, Larissa, a primeira dama, professora Glória, secretários e outras autoridades civis e militares, além de cerca de 200 pessoas que prestigiaram o evento.

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