Especialistas alertam para prevenção de acidentes com fogueiras e fogos de artifício, que afetam principalmente crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares
Magnific
Fogueiras, rojões, cheiro de pólvora no ar. Mais que símbolos do São João, os fogos de artifício são responsáveis pelo aumento de queimaduras e agravamento de problemas respiratórios, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças pulmonares preexistentes.
Somente no ano passado, na Bahia, onde as festas juninas, como Santo Antônio, São João e São Pedro, atraem milhares de pessoas para cidades do interior, hospitais públicos registraram 72 ocorrências relacionadas a queimaduras. Desses, 24 foram provocados por fogos de artifício ou fogueiras e 48 por explosão de bombas. Número superior ao registrado em 2024, quando houve 66 casos no mesmo período.
Segundo Camila Sampaio, professora da Afya Educação Médica Salvador e dermatologista, as queimaduras mais frequentes durante o período junino são causadas por fogueiras, fogos de artifício, bombas e contato com superfícies aquecidas: "Durante o São João, a pele fica mais exposta a fatores que podem causar irritações e lesões. A fumaça das fogueiras pode ressecar e sensibilizar a pele, principalmente em pessoas com dermatite, alergias ou pele mais sensível. O calor intenso também favorece irritações, suor excessivo e aumento de quadros como brotoejas e dermatites. Já a pólvora e os fogos de artifício representam risco importante de queimaduras, manchas e até lesões mais profundas na pele", explica a docente.
No Brasil, entre 2018 e 2022, mais de 5 mil atendimentos hospitalares relacionados a acidentes com fogos de artifício foram registrados, com aumento significativo entre os meses de junho e julho. Crianças e adolescentes estão entre os grupos mais atingidos. Em 2025, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) registraram 4.809 internações por queimaduras e 34.567 atendimentos ambulatoriais, números que tendem a crescer durante os festejos juninos, principalmente no Nordeste, onde a festa é mais popular.
Segundo a Dra. Maria Cecília, coordenadora do curso de pós-graduação em pneumologia da Afya Educação Médica em Salvador e Vitória da Conquista, o alerta não termina no fogo: "a fumaça das fogueiras contém partículas finas e gases irritantes que podem inflamar as vias aéreas. Já os fogos de artifício liberam fumaça, resíduos químicos e partículas que também irritam o sistema respiratório. Em pessoas com asma, bronquite, DPOC, rinite e outras doenças respiratórias, essa exposição pode desencadear crises, piorar sintomas já existentes e aumentar o risco de necessidade de atendimento médico de urgência", afirma ao ressaltar que "mesmo exposições de curta duração podem ser suficientes para causar desconforto respiratório em indivíduos mais sensíveis".
A dermatologista Camila Sampaio, alerta ainda que é preciso evitar exposição prolongada à fumaça, manter crianças afastadas de fogueiras, não permitir o manuseio de fogos por menores é importante: manter-se hidratado, buscar locais com boa ventilação e, em casos de acidentes, evitar receitas caseiras em caso de queimaduras.
"É muito importante evitar, em casos de queimaduras, receitas caseiras como pasta de dente, manteiga, café, clara de ovo, álcool ou pomadas sem orientação médica. Essas substâncias podem piorar o quadro, aumentar o risco de infecção e dificultar a cicatrização. O correto é lavar a região com água corrente, proteger a área com um pano limpo ou gaze e buscar avaliação médica. Após a recuperação, o acompanhamento dermatológico pode ajudar a prevenir manchas e cicatrizes", destaca a especialista.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil e "Valor 1000" (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa "Liderança com ImPacto", do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.
Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.