
Num acidente de automóvel ou até mesmo numa simples queda dentro de casa, os riscos de complicações por bater a cabeça existem. Para o neurologista Tarso Adoni, bater a cabeça é sempre um sinal de alerta.
Segundo ele, podem ocorrer duas situações: se nenhum vaso ou artéria romper, pode surgir um galo e só o gelo já resolve. Por outro lado, se houver rompimento de algum vaso, o sangue pode vazar para o cérebro, levando a sintomas, como vômito e sonolência, sem que a pessoa já esteja com sono.
É possível ainda que o paciente tenha perda de consciência e memória, sinal de gravidade do trauma, como alertou o neurologista. Essa perda acontece porque, ao bater a cabeça, algumas regiões do cérebro responsáveis pela criação de novas memórias podem parar de
funcionar, impedindo que ela se lembre do que aconteceu momentos antes e depois do trauma.
Podem acontecer também outros sintomas, como fraqueza, amnésia, alteração da visão e desorientação, por exemplo. O neurologista alerta que se a pessoa tiver apenas um desses sinais, ela deve ir imediatamente ao médico porque isso já pode indicar algum problema mais grave.
No caso das crianças, é importante que os pais as observem por 48 horas depois do trauma – não é necessário deixá-las acordadas, mas é importante checar mudanças de comportamento e sinais vitais enquanto elas dormem.