
Em nova assembleia, realizada na última segunda-feira (20), os médicos do Hospital Estadual Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, decidiram manter a greve que já dura 13 dias. Houve uma tentativa de negociação horas antes no Ministério Público do Trabalho (MPT), mas nem a Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB), nem a empresa terceirizada que administra o hospital, Monte Tabor, apresentaram solução para a classe.
A greve foi iniciada no dia 11 deste mês, após os funcionários esperarem por duas semanas o cumprimento do acordo firmado com as demais partes. Como os pagamentos dos salários atrasados não foram feitos, bem como as demais pendências relacionadas às condições de trabalho não foram solucionadas, a greve foi decretada.
Um novo documento reafirmando as solicitações foi enviado pelos médicos à SESAB. Segundo o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (SINDIMED), no próximo dia 30 haverá nova assembleia da classe para analisar a manutenção do movimento grevista.
Os médicos do hospital só estão atendendo casos de urgência e emergência.
Bahia – Os funcionários dos hospitais públicos da Bahia começaram a aderir, nesta quinta-feira (23), à greve dos servidores da saúde que começou na última sexta (17). "Nossa pauta é muito maior que a questão da insalubridade. Queremos a valorização do Serviço Único de Saúde (SUS), que está sendo desmantelado na Bahia, melhores condições de trabalho e novo concurso", disse ao A Tarde a sindicalista Ivanilda Brito. Pela manhã, os servidores realizaram ato no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
O Tribunal de Justiça da Bahia considerou o movimento ilegal e o descumprimento da decisão pode acarretar em multa diária de R$ 50 mil. Mesmo assim os servidores decidiram manter a greve.