
O núcleo da misericórdia, muito significativo na vida do Papa Francisco, se insere no campo semântico mais amplo da justiça, do reconhecimento do outro, do serviço humilde e generoso de fraternidade, solidariedade e paz: «A Igreja, guiada pelo Evangelho da Misericórdia e pelo amor ao homem, escuta o clamor pela justiça e deseja responder com todas as suas forças» (EG 188; cf. 183).
A misericórdia é a resposta transversal de Deus à humanidade porque "a salvação, que nos oferece, é obra da sua misericórdia” (EG 112). Essa misericórdia inabalável é sinônimo da fidelidade do Seu amor infinito (EG 3; 6). Por causa desta identificação com o amor, Francisco considera, com São Tomás de Aquino, a misericórdia "a maior de todas as virtudes” (EG 38).
Nela se manifesta a onipotência de Deus e o limite para que a nossa religião não se torne uma "escravidão” que impede o Evangelho de chegar a todos (cf. EG 43s): "A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho” (EG 114).
O dossiê bíblico a respeito da misericórdia é muito claro (cf. EG 193) e em nome de uma duvidosa "ortodoxia” não devemos ser cúmplices indulgentes de "situações intoleráveis de injustiça” (EG 194). Para Jesus, a misericórdia para com os pobres "é a chave do Céu” (cf. Mt 25, 34-40; EG 197).
Por fim Francisco pergunta: "Para quê complicar o que é tão simples ?” (EG 194).
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