Por: Teoney Guerra
19/03/2013 - 00:00:00

A Companhia de Jesus, congregação religiosa católica cujos membros são mais conhecidos como jesuitas, fundada por Inácio de Loyola em 1534, à qual pertence o atual Papa Francisco, esteve presente e deixou sua marca na antiga Capitania de Porto Seguro.

A congregação que tinha como principais áreas de atuação o trabalho missionário e a educação, esteve na capitania no século XVII, quando construiu na povoação o Colégio Jesuita de Porto Seguro – que era denominado pelos religiosos como Casa de Porto Seguro -, onde se ministrava o ensino fundamental aos filhos dos colonos e de onde partiam os padres para ação missionária, civilizadora, junto aos índios dos territórios próximos. Ou seja, o colégio atuava como uma espécie de base de operações dos jesuítas na região.

O conjunto ocupava o setor sul da cidade alta, hoje denominada Cidade Histórica, área de ocupação colonial mais antiga da cidade. Onde ainda há restos da sua estrutura, que hoje aparecem em superfície.

Além das ações que lhes são próprias, os padres da Companhia de Jesus tiveram atuação, ainda que esporádica, no controle das fronteiras “civilizadas”. Em várias ocasiões, os jesuítas de Porto Seguro, conjuntamente com os índios “mansos” das aldeias missionadas, participaram de incursões para catequizar, domar ou afugentar grupos de índios arredios, isto é, não aldeados, que assediavam os núcleos portugueses.

A expulsão dos jesuítas do Brasil, por ordem do Marques do Pombal, em 1759, marcou o início da decadência física do edifício da Casa de Porto Seguro e dos próprios aldeamentos por eles fundados, dali em diante transformados em vilas: Aldeia de São João Batista (atual Trancoso) e Aldeia do Espírito Santo de Patatiba (hoje, Vale Verde).

A partir dessa época, a Casa dos Jesuítas passou a ser utilizada como residência de um professor laico e como escola, que substituiria as atividades de ensino dos inacianos. No século XIX entra em processo de deterioração e chega ao século XX apenas com os alicerces e a parte inferior das paredes, depois de terem sido retiradas para novas construções da cidade.

Texto produzido a partir de pesquisa em andamento, que é feita pelo autor, visando resgatar a história de Eunápolis.

*Teoney Guerra pesquisa a história de Eunápolis e microrregião 

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