
Eunápolis - Francisco Ribeiro Dantas de 101 anos de idade, natural de Ribeira do Pombal-BA faleceu na tarde desta sexta-feira (19/10/12) no Hospital José Ramos onde esteve internado por 10 dias por conta de uma pneumonia com graves problemas respiratórios.
Mais conhecido como "Chiquinho da Bomba", ele chegou a Eunápolis ainda na década de 60 e comercializava combustíveis trazidos em toneis a bordo de um velho caminhão numa viagem que durava dias e era a única opção de abastecimento dos poucos veículos que circulavam na região. O comércio foi crescendo e "Seu Chiquinho" construiu o Posto Nossa Senhora d´Ajuda na Avenida Porto Seguro com frente para a BR 101 hoje administrado pelo seu filho "Zé da Bomba".
Além do filho José Dantas casado com a empresária Bel Checon, "Seu Chiquinho" deixa os filhos; Agileu, Rui e Virgínia Dantas.
O corpo está sendo velado no Memorial Santo Antonio na Avenida Princesa Isabel no bairro Pequi, a missa de corpo presente será celebrada no local as 09h00 de sábado (20) e logo após o cortejo fúnebre segue para o Cemitério da Consolação no bairro Pequi.
A família enlutada agradece a todos que se fizerem presentes a este ato de fé e solidariedade cristã.
Breve Biografia de seu Chiquinho da Bomba
Francisco Ribeiro Dantas, mais conhecido como Chiquinho da Bomba é baiano de Ribeira do Pombal, nascido na fazenda Espinheiro. Filho de Manoel Ribeiro de Anchieta e Alouripa Dantas Ribeiro.
Frequentou a escola por pouco tempo, o suficiente para cursar o Primário incompleto. Trabalhou na roça até por volta dos 15 anos, depois passou a tocar tropa com o seu pai, transportando farinha e feijão para Aracaju (SE).
Por volta de 52 mudou-se para Itapitanga - região cacaueira -, onde montou um pequeno comércio de secos e molhados e uma saboaria - fábrica de sabão. Por volta de 55, o "Chiquinho da Saboaria" comprou um caminhão e passou a pegar fretes, transportando cacau para Ilhéus. Por volta de 59/60, trouxe uma mudança para o então "Quilômetro Sessenta e Quatro". Durante a viagem, pôs na carroceria o caminhão, de reserva, um tonel cheio de gasolina. Dessa forma, chegou ao povoado com bastante gasolina no tonel, e na falta do combustível na localidade, vendeu uma parte do que havia no tambor. Depois de entregar a mudança, resolveu voltar até Ituberá, onde havia uma base da Esso - fornecedora da gasolina - e comprou diversos tambores que encheu de gasolina e voltou par ao povoado, vendendo todo o estoque. Na volta, levou feijão, que revendeu na região cacaueira. Assim, durante cerca de dois anos fez esse comércio informal.
Depois desse período de viagens, por volta de 1962/63, mudou-se de Itapitanga para o povoado. Comprou uma casinha na hoje avenida Santos Dumont - onde hoje é o supermercado Rondelli. No cômodo da frente instalou um pequeno comércio, uma "venda", onde comercializava diversos produtos, gêneros alimentícios e gasolina. Vendeu gasolina medida no litro, no pequeno estabelecimento comercial de secos e molhados que teve inicialmente. Depois, por volta de 64/65, comprou uma bomba de gasolina e a instalou numa construção rústica de madeira que ergueu onde hoje é o início da avenida Porto Seguro. Começava a funcionar o Posto Nossa Senhora d´Ajuda, o autoposto pioneiro de Eunápolis.
Na época, a Bahia Construtora começava as obras do trecho da BA 2 que ligava Eunápolis a Itamaraju. Período de muito movimento e intensa atividade no primeiro posto de combustíveis do então povoado. Assim, cresceu como empresário.
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