

Por mais estarrecedora que seja, a emenda foi mesmo aprovada, nesta terça-feira (25), pelos deputados estaduais. Com isso, Jaques Wagner, Paulo Souto e César Borges vão começar a receber uma pensão, por toda a vida, no mesmo valor da remuneração que recebiam durante o mandato, R$ 19,3 mil mensais. Trata-se do artigo 104-A. Tudo isso, claro, com dinheiro público.
Vice-líder da oposição, o deputado Bruno Reis (PMDB) assinou dispensa de formalidade pela oposição, cedendo apoio indireto à aprovação da emenda.
O direito à pensão vitalícia valerá para todo ex-governador do Estado que tenha ficado quatro anos consecutivos ou cinco intercalados e é retroativo. Caso o ex-governador beneficiado morra, sua esposa passa a receber o valor.
O líder da oposição na Assembleia, Carlos Gaban (DEM), defendeu o texto ao avaliar que “o momento é inoportuno, mas a causa é nobre” e sugeriu que os deputados eleitos para 2015 criem ainda um projeto que garanta a segurança dos ex-governadores a ser fornecida também pelo Estado.
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