
O empresário Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras, afirmou em depoimento à Polícia Federal que começou a atuar no esquema ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001. A declaração foi concedida nesta sexta-feira (21).
O lobista supostamente atuava na Área Internacional da petrolífera, comandada pelo ex-diretor Nestor Cerveró, que conheceu na mesma época, quando ele era gerente.
“Por volta do ano de 2000, ainda durante a gestão Fernando Henrique celebrou um contrato com uma empresa espanhola, de nome Union Fenosa, visando a gestão de manutenção de termelétricas”, diz o relatório, segundo informações do jornal O Estado de São Paulo.
Baiano ainda relatou que o doleiro Alberto Youssef pediu que ele “fizesse doações para campanhas políticas” e que teria indicado que “alguma empresa” representada por ele também o fizesse. Baiano negou, porém, que tivesse repassado valores para Youssef e que tenha operado para “qualquer partido político”.
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