
Segundo dados da internet a seguir repassados, a militância partidária muito comum em eleições passadas as quais iam para ruas trocaram pelos bate bocas pela internet, Vejamos a seguir alguns relatos de balizados da própria internet.
As eleições deste ano serão lembradas como as mais emocionantes da história recente no Brasil não só pela polarização e pelas reviravoltas, mas também pela repercussão sem precedentes na internet, que criou a sensação de que o pleito foi “permanente” durante toda a campanha.
Não foi acaso que a linha do tempo de muita gente no Facebook se tornou monotemática nos últimos três meses. Já no primeiro turno, nunca antes uma eleição havia sido tão comentada na rede social.
O recorde anterior era da Índia, onde houve 227 milhões de posts, comentários e curtidas em 69 dias de disputa, uma média de 3,28 milhões por dia destes tipos de interações.
No Brasil, as eleições foram quase três vezes mais movimentadas, com 674,4 milhões de interações no Facebook em três meses e meio de campanha, uma média de 5,96 milhões por dia.
Isso ganha ainda mais peso diante do fato de que há mais indianos do que brasileiros no Facebook. A rede social tem 100 milhões de usuários na Índia e 89 milhões no Brasil.
Os brasileiros também nunca haviam falado tanto de política no Twitter. Foram 39,85 milhões de mensagens publicadas durante a campanha.
Com frequência, a eleição brasileira estava entre os assuntos mais populares desta rede no mundo, com hashtags como #Aecio45PeloBrasil e #DilmaMudaMais no topo da lista de temas mais comentados.
"Esta foi a eleição da internet de certa forma. Redes sociais foram fundamentais para disseminar informações e gerar debate
"O mais curioso foi que, no período eleitoral, as trivialidades sumiram e deram lugar a discussões políticas. Isso força até mesmo o mais desinteressado no assunto a formar uma opinião."
Mas o que fez desta disputa a #EleiçãoDasEleições?
As equipes de cada partido travaram uma batalha digital para ver qual conseguia colocar seus candidatos entre os assuntos mais comentados nas redes.
Muitas vezes usavam perfis falsos que tinham como propósito espalhar links ou menções a favor de seu candidato ou contra o adversário e influenciar a opinião de eleitores.
O ruído foi ainda maior porque a eleição foi marcada pela agressividade entre os politicos na disputa, que transbordou para as redes.
O que muitas vezes se viu na internet foi uma discussão generalizada, com amizades estremecidas e muitas pessoas bloqueando umas às outras por discordâncias nada cordiais.
Foi a eleição do bate-boca. Ainda vivemos a infância do uso político da internet no Brasil e por isso mesmo houve mais discussão do que debate", diz Souza, do ITS-Rio.
Souza explica que muitas vezes as redes sociais refletem nossas opiniões e as reforçam, porque nelas nos cercamos de pessoas que compartilham nossa visão de mundo.
No entanto, com a onipresença das eleições nas redes neste ano, foi impossível não se deparar com posts e comentários que contrariam certa visão. No embate de pontos de vista, o resultado nem sempre foi civilizado.
"Muita gente vivia em uma bolha online e não estava habituada a debater, ainda mais sobre política. Preferiam eliminar de seus contatos quem ia contra suas opiniões. Mas você não pode fazer isso com parentes e amigos próximos e precisa aprender a conviver", afirma Redfarer.
"Lembra de como você brigava quando tinha sete anos de idade? Mais velho, você aprende a argumentar. Também haverá um aprendizado na internet."
Souza também acredita que as próximas eleições serão menos agressivas.
"A internet brasileira vai amadurecer, e esperamos que assim possamos ter pleitos mais ricos, com o uso da tecnologia para a construção de propostas."