
A troca de baterias da placa-mãe de 1.258 urnas eletrônicas verificada na etapa de conferência visual após a lacração dos equipamentos, é um procedimento, por vezes, esperado nas eleições, não tendo ocorrido, portanto, nenhuma anormalidade. Para conhecimento do público, o ato da conferência consta em editais, sendo rotineiro na fase dos preparativos para o dia da votação.
Ainda assim, com o propósito de enfatizar que permanecem garantidas a lisura e a transparência no curso das Eleições 2014, o Presidente do TRE-BA, Desembargador Lourival Almeida Trindade, oficiou os juízes das 21 Zonas Eleitorais, nas quais foram feitas as substituições, para que seja realizada, nesta sexta-feira (3/10), a auditoria dos equipamentos que passaram pelo procedimento. A medida, submetida à decisão da Corte Eleitoral na sessão de hoje, foi acolhida por unanimidade pelos juízes do Tribunal.
A auditoria é prevista na Resolução 23.399/2013 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deverá ser feita, por amostragem, a partir das 14h, em até 3% das urnas eletrônicas cujas baterias foram substituídas. O ato estará aberto a todos os candidatos, partidos políticos e coligações que concorrem no pleito e também à Ordem dos Advogados do Brasil e ao Ministério Público.
Por fim, a Corte reitera que o número de 1.258 urnas (parte do total de 7.904 que são do modelo de 2008) representa apenas 3,3% do contingente total de 37.641 equipamentos reservados este ano para o pleito na Bahia. O número é irrisório se considerado que o que ocorreu não foi falha técnica nas urnas eletrônicas, como faz crer a matéria jornalística, mas, sim, substituições de baterias, operação, em certas ocasiões, necessária na fase dos preparativos para as eleições.