Por: Teoney Guerra / AtlanticaNews
04/05/2014 - 19:57:39

Definidos os pré-candidatos às chapas majoritárias - governador, vice e senador – dos principais grupos políticos que deverão concorrer à eleição de outubro próximo, as articulações passaram para os municípios, onde as lideranças locais vão definir “quem fica com quem”.

A margem de manobra é bem exígua, em razão da camisa de força imposta pela fidelidade partidária e pelos partidos. Mas, há sempre espaço para algumas negociações e definições.

Em Eunápolis, é certo o apoio de duas importantes lideranças: o atual prefeito, Neto Guerrieri (PRTB) e o ex-prefeito Robério Oliveira (PSD), à chapa encabeçada pelo governista Ruy Costa. Resta saber se no mesmo palanque, ou em palanques distintos.

Outra articulação que dá a impressão de estar consolidada é a de uma futura chapa proporcional a ser formada por Ronaldo Carletto e Robério Oliveira, a deputado federal e estadual. 

Por sua vez, o também ex-prefeito, Paulo Dapé e sua companheira, ex-candidata a prefeita, Cordélia Torres, ambos do PMDB, deverão apoiar o grupo DEM, PMDB, PSDB.

A vice-prefeita Maria Menezes (PSB), que tem seguido Robério, deve iniciar carreira solo, e coordenar a campanha da chapa majoritária do PSB na microrregião. A vice não tem feito, entretanto, nenhuma declaração sobre o rumo a seguir.

Embora esteja fora da cena política, o também ex-prefeito Gediel Sepúlveda pode retornar ao embate político, correligionário antigo que é do ex-governador Paulo Souto, o candidato a governador do DEM.

Por sua vez, o ex-vice-prefeito Ailton Tomazelli deverá optar entre acompanhar o prefeito Neto, rompendo com o partido do qual é vice-presidente estadual, o PTC, ou romper com o prefeito e acompanhar a legenda, o que é pouco provável.

Na Câmara Municipal, na da se fala. Como ficarão os vereadores? Com Robério ou Neto? Uma articulação tentada, que visava a união dos 17 edis em torno de um nome para candidato, parece mesmo ter sido sepultada.   

Outras articulações e composições são possíveis, porém, o “silêncio ensurdecedor” que reina na cena política não permite vislumbrar outras variantes no xadrez político local.

 

 

 

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