
O 23 de março foi dia de festa e também de conscientização no Ceame (Centro de Educação Inclusiva e Atendimento Especializado) da Prefeitura de Porto Seguro, que reuniu pais, alunos, especialistas e diretores para comemorar o Dia Mundial de Conscientização sobre a Síndrome de Down. Além das atividades lúdicas, houve também distribuição de folhetos informativos, muita música, alegria e lanche especial para todos. Ao som do DJ Tuca, os alunos dançaram, cantaram e apresentaram os resultados de suas pinturas.
Atualmente, além de outras deficiências, o Ceame oferece atendimento especializado a 25 alunos com Síndrome de Down, que estudam em escolas regulares, e no horário oposto, são acompanhados com trabalho pedagógico, musicoterapia, fonoaudiologia, psicologia e atividades aquáticas - incluindo natação e psicomotricidade. "Os pais relatam que os alunos que recebem atendimento especializado apresentam melhor desempenho na escola, além de melhorar o aprendizado e a socialização", avalia a coordenadora do Ceame, Vera Liu.
A observação é confirmada por alunos como Karoline Vicente Bento, de 25 anos. Aluna do 5º ano do Colégio Municipal de Porto Seguro, ela deu um show de dança e mostrou suas habilidades no bambolê. "Aqui eu aprendo muito e as provas ficam mais fáceis. Gosto muito de dançar e tenho um bocado de amigos aqui", conta, sorridente.
Sensibilidade da nova gestão
Sempre dedicada e entusiasmada com o trabalho desenvolvido pelas diversas equipes do Ceame, a coordenadora Vera Liu afirma que encontrou na prefeita Cláudia Oliveira todo o apoio necessário. "A gente percebe que há uma sensibilidade muito grande da nova gestão. Desde a estrutura física, até os profissionais, com a contratação de especialistas, um professor de Educação Física, pessoal de apoio e administrativo, tudo o que nós pedimos foi atendido", ressalta a coordenadora. O que não falta agora é motivação. "Estamos trabalhando a todo vapor, graças a Deus", enfatiza.
Sobre a Síndrome de Down, Vera afirma que "é só um cromossomo a mais. O cromossomo do amor". Segundo ela, ter a Síndrome de Down é ter um déficit intelectual, é ter também a possibilidade de problemas visuais, cardíacos e na tireoide. "Porém, o que dói realmente para a pessoa e para a família é o preconceito. É não ser aceito. É ser excluído", ensina. No dia 02 de abril, o Ceame espere ver todo mundo vistido de azul para lembrar o Dia Mundial do Autismo, quando a Torre Eiffel em Paris, o Corcovado, no Rio de Janeiro e vários monumentos no mundo vão ser coloridos de azul, para marcar a data.
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