
O ensaio está aí a vista de todos, olha que ainda estamos há quase dois anos das eleições para governador, imagine quando as pesquisas aparecerem mostrando todo impopularidade de Jaques Wagner. A debandada será geral. O PT corre o risco de ir para a eleição sozinho, ou no máximo com o PCdoB, partido que não tem voz altiva. Sempre foi um mero cosdjuvante do PT.
Depois do PSB e do PDT, que já admitiram publicamente que irão brigar pelo governo do estado em 2014, agora surge o PSD, outra sigla da base, que estaria já discutindo sobre os caminhos para a sucessão estadual e poderá ter candidato próprio, sendo o nome de Otto Alencar, atual vice-governador, o nome a ser indicado.
O segundo maior partido da base de sustentação ao governo Jaques Wagner (PT), o PSD, comandado na Bahia pelo vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, embora ainda não explicite, pode seguir o trajeto de outros partidos da base que pleiteiam o governo baiano.
Com chances remotas de liderar a disputa, segundo análises de bastidores, já que o PT, como normalmente ocorre, não deve abrir mão de disputar a sucessão na cabeça de chapa, o PSD já começa as costuras para reverter o assunto.
Há rumores de que esse deve ser um dos assuntos a ser tratado pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que desembarca em Salvador no dia 26, com o objetivo de se encontrar com o vice, Otto Alencar, e com o governador Jaques Wagner.
Otto nega que as conversas sobre as eleições de 2014 estejam na pauta. Segundo ele, a discussão deve girar em torno da política nacional e da participação do PSD baiano na mesa diretora da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Apesar dos rumores e das especulações que crescem relacionadas ao seu nome, que teria aceitação maior entre prefeitos e lideranças do interior, Otto prefere adotar a postura de fidelidade a Wagner e rechaça qualquer conversação sobre ser candidato ao governo daqui a dois anos. “É muito precipitado conversar sobre 2014.
Acabamos de sair de um ano político. Agora é hora de pensar em administração, de trabalhar. 2013 não tem eleição, portanto vamos falar menos e executar mais”, disse.
O vice-governador acrescentou que respeitaria a condução do processo pelo próprio governador. “Minha disciplina política diz isso”, afirmou, para completar em seguida que ele era vice-governador, mas que não seria “obstáculo”, na “acomodação” da questão, referindo-se aos possíveis pleitos dos aliados.
“Em todos os cargos em que passei sempre procurei ser solução”, disse, citando o período em que integrou o grupo liderado pelo ex-senador Antonio Carlos Magalhães.
Ele ainda foi mais longe ao fazer referência a uma “filosofia grega” para rejeitar a tese de que perseguiria a governadoria. “A paixão, a obsessão e a compulsão são as vésperas do fracasso em qualquer área da vida. Não tenho paixão, obsessão, nem compulsão por nada”.
Entretanto, nos bastidores há quem lembre que Kassab teria incluído a Bahia na lista dos sete estados em que o partido tem interesses maiores. Na conta entrariam Santa Catarina, Tocantins e São Paulo.
Sobre a disputa pela Mesa Diretora na Câmara Federal, Otto é taxativo: “Não haverá disputa por esses cargos (da Mesa Diretora), mas vamos defender que tenha um representante do PSD. Se não for para a Mesa que seja em uma comissão de relevo”, disse o vice-governador ao explicar a posição do partido no debate para a nova legislatura em Brasília, reivindicação que será reiterada junto ao presidente Kassab.
O partido tem no Congresso 52 deputados, sendo seis da Bahia. Na bancada baiana, o mais cotado para assumir uma vaga parece ser o deputado federal José Carlos Araújo. No entanto, apesar da busca pelo poder na mesa na Casa Federal, esse não será o caminho em solo baiano. Segundo Otto, em 2013, o intuito do PSD será o de trabalhar muito, “em favor da população”, mas não lutar por cargos.
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