
Eunápolis - Em entrevista coletiva concedida no início da noite desta quarta-feira (18/4/2012), no auditório de um hotel da cidade, a vice-prefeita de Eunápolis, Maria Menezes, oficializou a sua condição de pré-candidata a prefeita pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
A entrevista foi anunciada, há mais de duas semanas, quando Menezes retornou de um encontro de prefeituráveis do partido, realizado em Brasília, quando, através de sua assessoria, anunciou ter recebido todo o apoio do PSB.
Na entrevista, a vice-prefeita garantiu que será candidata: "Me preparei para isso, me credenciei para isso; estou preparada e quero ser prefeita de Eunápolis", disse de forma bastante objetiva.
Perguntamos sobre a articulação que o PT, partido com o qual o PSB tem um acordo político, está tendo com o grupo do prefeito Robério; se isso não tira a sua segurança, ou se ela conta realmente com o PT como parceiro na futura coligação. Menezes contemporizou, afirmando que esse tipo de articulação faz parte dessa fase da disputa eleitoral.
Em seguida, foi indagada sobre uma reunião que teria tido na noite anterior, com o também pré-candidato, Leléu Carleto; Maria não negou. Confirmou o encontro. Da mesma forma, justificou o momento como de articulações.
A participação na atual Administração foi também abordada, sendo perguntada, diversas vezes sobre o tema. A principal indagação nesse sentido tratou/questionou a sua "omissão", diante das diversas denúncias feitas, inclusive com ações na Justiça, contra o atual gestor. "Não considero omissão. Ao invés disso, preferi fazer alguma coisa pelo povo. Denunciar, não era esse o meu papel", afirmou.
Respondendo sobre se havia sido procurada pelo grupo do prefeito para uma composição, onde seria novamente candidata a vice, disse que sim, e que o intermediário havia sido o presidente da Câmara, Ubaldo Suzart, e respondeu mais uma vez objetivamente: "Não vejo essa possibilidade, eu quero ser prefeita".
Afirmou que a falta de empregos é o maior problema enfrentado hoje pela Administração, e garantiu buscar grandes empresas para aqui se instalarem, além de reconhecer a importância de se dar condições para que as pequenas empresas existentes no município cresçam. Falou ainda de políticas que pretende desenvolver nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura, sem, no entanto, fazer críticas à atual administração.
O termo "trairagem" foi utilizado em diversas perguntas, sempre, como tendo sido dito pelo prefeito em relação a ela. Refutou, afirmando que havia no grupo um quase consenso em torno do seu nome como candidata natural a ser indicado por Robério, o que "infelizmente, não aconteceu", lamentou.
Indagações sobre a importância do apoio ao esporte e à cultura foram respondidas com a garantia de que criará uma secretaria, especialmente para essas áreas. Garantiu ainda, a criação de uma festa do porte do "Pedrão" para os evangélicos.
Afirmou também, ter certeza de que o governador Jaques Wagner e a senadora Lídice da Mata (PSB) estarão no seu palanque: "Amizade com Lídice, temos sim, e com certeza, o governador estará no nosso palanque... Lídice, com certeza, também", afirmou.
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