Por: ATLANTICA NEWS
01/04/2012 - 00:00:00

Eunápolis - Um giro de pouco mais de duas horas por alguns bairros de Eunápolis é suficiente para se ter uma ideia de como o próprio povo eunapolitano maltrata a sua casa, a cidade onde vive.

A impressão que fica é de que ruas, avenidas, praças e becos são considerados lixões, onde tudo é descartado e tudo é jogado, por gente desprovida de um mínimo de educação e civilidade.

O lixo posto nas calçadas fora do horário é revirado por cães que rasgam os sacos plásticos e o espalham, deixando passeios e rus sujas e fedorentas. Áreas particulares não construídas viram lixões mesmo, com muito lixo amontoado. Em canteiros centrais, são descartadas carcaças de computadores, bicicletas e motos.

As caçambas que deveriam acondicionar entulhos originados de obras em andamento e serem substituída a cada dia ou assim que enchem, chegam a ficar uma semana na frente das obras, servindo também de lixeiras.

Em outros locais, entulho e madeiras de obras são jogados nas beiras das calçadas, sujando ainda mais as vias públicas. E há até quem jogue em plena rua, um sofá velho. Como ocorreu na Avenida Norte Sul, uma das mais importantes vias de tráfego da cidade (FOTO).

"É todo dia assim, muito entulho e lixo jogados nas ruas e áreas abertas", lamenta Gilberto Porto de Almeida, mais conhecido como Gil, diretor de Limpeza Pública de Eunápolis.

O diretor informa que, todos os dias, somente para essas coletas de entulhos e congêneres, são utilizadas oito caçambas, duas pás carregadeiras e uma equipe de mais de 30 pessoas, "e não damos conta; e isso sai caro" explica Gil.

Ainda de acordo com as informações de Gil, a cada dia, são feitas pelo menos 20 coletas de diversos tipos de entulho na cidade. "Praticamente não há nenhum tipo de penalização; no máximo são feitas notificações, além do pessoal da limpeza entregar aos reincidentes, um folheto explicativo sobre a importância das pessoas acondicionarem bem o lixo e colocarem na calçada na hora estipulada para a coleta", diz o diretor.

"O problema maior é que, por lei, até 2014, o lixo não deverá ser coletado e deixado no lixão como é hoje. Terá que haver coleta seletiva e os resíduos sólidos - nome politicamente correto do lixo - serem tratados em aterros sanitários", explica Gil.

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