Por: ATLANTICA NEWS
27/03/2012 - 00:00:00

Eunápolis - Problemas graves, que vão da ausência de controle sobre quem atua como mototaxista na cidade de Eunápolis, até a falta de definição de preços das corridas, continuam permitindo a ocorrência de abusos, cometidos por parte de muitos mototaxistas, quase dois anos após haver sido criado o Código Municipal de Trânsito no Município de Eunápolis, lei que deveria regular o funcionamento dos serviços de táxi e mototáxi na cidade.

Sam a efetivação da lei que já existe deste junho de 2010, o serviço continua sendo oferecido por pessoas inabilitadas, em motocicletas não inscritas no Cadastro do Município e sem atender as condições de higiene necessárias, entre outras falhas.

Além disso, o poder Executivo, que tem a atribuição de estabelecer os valores das tarifas, não o faz, e não tem controle sobre os valores cobrados dos usuários, que são explorados.

Desde a semana passada, diversas pessoas têm questionado nossa Reportagem quanto ao preço que tem sido cobrado como a menor tarifa - aquela dos pequenos percursos, como entre locais do centro da cidade, ou do centro para os bairros mais próximos, como Gusmão e Urbis I e II, por exemplo.

Essa tarifa, que inicialmente era de R$ 1,00, dobrou de valor, depois foi elevada para R$ 3,00 e, a partir da semana passada, está sendo cobrada por muitos mototaxistas por R$ 4,00. Um reajusta de 400%.

Os próprios concessionários do sistema de transportes individual questionam o preço. "O valor de R$ 3,00 pode continuar a ser cobrado como a menor tarifa. Eu mesmo estou cobrando isso. Acho abusivo cobrar R$ 4,00", afirmou um mototaxista - que não quis ser identificado -, no sábado, à nossa reportagem.

Também contrário à cobrança desse valor, é o presidente da Associação dos Mototaxistas de Eunápolis (AME), Cláudio Silva, que a considera, fruto da omissão do Município. "O Município foi sempre omisso, não regulamentando nem fiscalizando o serviço, além disso permitindo a emissão de mais alvarás. Assim, o número de mototaxistas continua crescendo e alguns estão cobrando preços bem acima, procurando se defender. A associação é contra. Mas, se o poder público não age, não vou me indispor com os mototaxistas", se defende o presidente da AME.

A reportagem esteve na Secretaria de Infraestrutura para falar com o superintende de Trânsito do município, Eduardo Farias. Como o superintendente não estava na cidade, agendou uma entrevista para o dia seguinte, esta quarta-feira, dia 28/03/12.

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