Por: Redação/Atlanticanews
09/01/2023 - 09:03:55

A inação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do secretário de Segurança local, o ex-ministro bolsonarista Anderson Torres, nas invasões e depredações feitas por terroristas bolsonaristas ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto virou alvo de duras críticas de ministros do Governo Federal e do STF. Para eles, foi erro de Ibaneis e Torres, por omissão ou conivência, o que ocorreu neste domingo (8) em Brasília.

O governador Ibaneis gravou um vídeo para pedir desculpas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas invasões às sedes dos três poderes. Ele também direcionou desculpas para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e aos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco.

"Quero me dirigir aqui, primeiramente, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir desculpas pelo que aconteceu hoje na nossa cidade, à presidente do Supremo Tribunal Federal, ao meu querido amigo Arthur Lira, meu amigo Rodrigo Pacheco. O que aconteceu hoje na nossa cidade foi simplesmente inaceitável. Nós vínhamos monitorando desde a tarde de ontem, juntamente com o ministro [da Justiça] Flávio Dino, todos esses movimentos que estavam chegando ao Distrito Federal. Conversamos de ontem para hoje por várias vezes e não acreditávamos em momento nenhum que essas manifestações tomariam as proporções que tomaram”.

Ibaneis classificou os responsáveis pelas depredações dos prédios públicos como "vândalos" e “terroristas". "São verdadeiros vândalos. Verdadeiros terroristas que terão de mim todo o efetivo combate para que sejam punidos", completou.

Exoneração e prisão

Após a repercussão, o governador do DF exonerou o secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres. A demissão era uma tentativa do governador de evitar uma intervenção no GDF ou na segurança do DF. Mas o presidente Lula decidiu decretar a intervenção federal no DF e nomeou Ricardo Garcia Capelli como novo responsável pela segurança pública na capital. Capelli é secretário-executivo do Ministério da Justiça, braço direito do ministro Flávio Dino.

Após a exoneração de Torres, que está de férias nos Estados Unidos, a Advocacia Geral da União (AGU) pediu a prisão em flagrante dele e dos envolvidos nos atos golpistas. O pedido foi feito ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Foto: Divulgação

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