
O número é semelhante aos levantados pelas pesquisas internas do comitê e acende um sinal de alerta. Afinal, uma rejeição acima de 50% torna praticamente impossível a reeleição do presidente da República.
A equipe de Bolsonaro, que frequentemente tenta desacreditar as pesquisas eleitorais, diz ter dados diferentes e prefere apostar nesses números. A diferença nas pesquisas internas é de cinco pontos, segundo integrantes do comitê da reeleição.
No Datafolha, ela é maior, de treze pontos a favor de Lula, mas caiu em relação ao último levantamento, quando estava em quinze pontos. Na última pesquisa Ipec, divulgada nesta semana, a diferença é de doze pontos.
A rejeição elevada será usada pelos assessores de Bolsonaro a convencê-lo a evitar, nas comemorações de Sete de Setembro, arroubos autoritários e ataques às urnas eletrônicas em Brasília e no Rio de Janeiro.
Ele vai participar de eventos nas duas cidades na próxima quarta-feira. As pesquisas do comitê indicam que o presidente perde votos quando ataca as urnas e o sistema eleitoral brasileiro.
O comitê da reeleição vai usar as próximas semanas, principalmente no programa de rádio e TV, para reduzir essa rejeição. A missão é chegar ao segundo turno, que virou uma possibilidade real pelo último Datafolha, com uma rejeição caindo, abaixo de 50%, para tentar uma virada na fase final da eleição.
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo