
O governo federal liberou, no dia da votação no plenário da Câmara que aprovou o texto-base da reforma da Previdência, mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares. Todas as emendas se referem à aplicação em saúde em municípios.
A liberação das verbas de emendas parlamentares vinha sendo acelerada antes mesmo das liberações feitas nesta semana. Só nos primeiros cinco dias deste mês foram empenhados R$ 2,551 bilhões em emendas. Esse valor é superior ao empenhado durante todo o primeiro semestre de 2019. De janeiro a junho, o valor das emendas impositivas empenhadas foi de R$ 1,773 bilhão.
O secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, diz que não há irregularidade nesse tipo de medida e que esse “é o idioma das conversas entre o Executivo e o Legislativo”. Ainda segundo o Podem acontecer outras negociações, mas a liberação de emendas nunca deixa de acontecer. Não há irregularidade, visto que as emendas são obrigatórias. Mas os governos as liberam estrategicamente às vésperas de votações importantes. Sempre foi assim, e agora não parece diferente", afirmou Gil Castelo Branco.
O placar da votação do texto-base da reforma da Previdência surpreendeu pela diferença, foram 379 votos a favor e 131 contrários.