Por: Paula Almeida, do UOL
29/03/2019 - 00:47:35

A sucessão de capítulos de uma crise entre os poderes Executivo e Legislativo teve um dia de trégua hoje em Brasília. Após uma série de atritos, o governo Bolsonaroconseguiu acalmar, ao menos temporariamente, os ânimos da política e domercado.

O dia de paz começou com um café da manhã na casa de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em um encontro intermediado pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), o presidente da Câmara recebeu o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, para tentar colocar um ponto final nas desavenças em razão da tramitação do pacote anticrime no Congresso.

"Nós precisamos seguir adiante, temos que deixar as divergências pessoais de lado, que não são nem divergências, são bobeiras", afirmou Moro, que saiu com a promessa de que seu projeto de lei terá tramitação mais rápida do que o previsto na Câmara. Um "clone" da proposta também vai tramitar no Senado.

Mais tarde, foi a vez de o próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL) colocar panos quentes na crise e fazer um aceno a Maia. "Para mim, isso foi uma chuva de verão. O sol está lindo e o Brasil está acima de nós. [...] Da minha parte não tem problema nenhum. Vamos em frente. [...] Página virada. Um abraço para o Rodrigo Maia", declarou.

Apesar da calmaria, Rodrigo Maia se limitou a dizer que o atrito com Bolsonaro está "encerrado". O deputado ainda se ausentou de um evento para o qual foi convidado a participar com o presidente, no aniversário da Justiça Militar da União.

O dia positivo do governo terminou com a escolha do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) como relator da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. A demora na definição de um nome vinha preocupando aliados do governo.

COMENTÁRIOS

Nome:

Texto:

Máximo de caracteres permitidos 500/