Por: Redação, com Estadão
03/03/2019 - 13:09:12

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou neste sábado (2), em São Bernardo do Campo, o velório do neto, Arthur Lula da Silva. O menino, de 7 anos, morreu ontem (1º) de meningite meningocócica. Lula deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná, e viajou em um avião do governo do estado. Escoltado por policiais federais, Lula chegou ao cemitério no fim da manhã.

O ex-presidente foi autorizado a se despedir do pequeno Arthur Araújo Lula da Silva pela Justiça Federal do Paraná. Durante a cerimônia, o ex-presidente prometeu ao neto que ‘vai cuidar da família e de todos nós que vamos ficar aqui’.

“O Arthur foi um menino que sofreu muito bullying na escola, porque era neto do Lula. Por isso, eu tenho um compromisso com você, Arthur, eu vou provar a minha inocência e quando eu for para o céu, eu vou levando o meu diploma de inocente”, afirmou.

“Vou provar quem é ladrão neste País e quem não é. Quem me condenou não pode olhar nos olhos dos netos como eu olhava para você.”

Segundo relator, Lula chorou muito durante a cerimônia, da qual participaram dois pastores metodistas e um padre católico, e consolou o filho Sandro Luis Lula da Silva e a nora Marlene Araújo. O ex-presidente ficou mais de 30 minutos recebendo cumprimentos de mais de 100 pessoas.

Ao deixar o cemitério, Lula subiu no carro da PF e acenou para seus apoiadores. Na hora que ele desceu, o delegado da PF disse: “O senhor sabe que não devia ter feito isso”. Lula respondeu: “O senhor sabe que eu devia”, respondeu Lula.

Lula chegou ao velório por volta das 11h e permaneceu no local até as 13h. Apoiadores do ex-presidente o esperaram na frente do cemitério Parque da Colina. Eles rezaram um Pai Nosso e homenagearam o neto de Lula com gritos de ‘Arthur presente agora e para sempre’. Na saída, os apoiadores aplaudiram novamente o ex-presidente e gritaram ‘Lula, Lula, olê, olê, olá’ e ‘Polícia Federal, vergonha nacional’.

Lula está preso desde 7 de abril do ano passado condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP), acusações que até hoje contesta. A pena é de 12 anos e um mês de prisão.

Em janeiro, o ex-presidente pediu autorização para sair da prisão e comparecer ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, que morreu em decorrência de câncer no pulmão. No entanto, o pedido foi negado pela juíza federal Carolina Lebbos.

A decisão foi confirmada pelo desembargador federal Leandro Paulsen, do TRF4, mas o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, aceitou recurso da defesa e autorizou a saída de Lula. A liminar foi proferida cerca de 30 minutos antes do sepultamento do corpo e Lula não conseguiria chegar a tempo para ver o irmão pela última vez.

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