
A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar as ameaças feitas por vídeo publicado no YouTube pelo coronel da reserva do Exército Carlos Alves. Nesta sexta-feira (26), a Justiça Federal determinou o monitoramento por tornozeleira eletrônica do investigado, ainda o proibiu de andar armado e de manter arma em casa. O coronel também está impedido de deslocar-se para Brasília e ainda deve se manter a pelo menos 5 quilômetros de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do TSE e do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.
O Supremo também havia pedido à Procuradoria-Geral da República que abrisse investigação sobre os ataques feitos a ministros da Justiça. De acordo com a Polícia Federal, o militar poderá responder na Justiça pelos crimes de difamação, injúria, constrangimento ilegal e ameaça, além dos crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.
No vídeo de 29 minutos, Carlos Alves se refere à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, como “salafrária e corrupta”, além de criticar e fazer ameaças a outros ministros do Supremo Tribunal Federal, caso dê andamento a ação que possa resultar em cassação do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Em outra manifestação, o militar da reserva atacou o ministro Gilmar Mendes.