Por: Redação Atlântica News
27/02/2018 - 02:21:26

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão nesta segunda-feira (26) no apartamento de Jaques Wagner, ex-governador da Bahia. Logo após a ação, Wagner convocou entrevista coletiva para se defender e afirmou que as acusações contra ele são infundadas. Ele negou ter recebido propina de R$ 82 milhões durante as obras da Arena Fonte Nova, em Salvador.

A PF levou do apartamento do ex-governador documentos, mídias e 15 relógios de luxo. A sede da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, pasta que Wagner comanda atualmente, também foi alvo de mandados.

A PF também cumpriu mandados nas casas e nos escritórios de Bruno Dauster e deCarlos Daltro. A polícia investiga se Dauster e Daltro atuaram como intermediários para o suposto recebimento de propina a Wagner.

"Eu não sei de onde tiraram aquele valor de R$ 82 milhões, e acho estranho que, antes da investigação chegar ao fim, alguém já se pronuncie nesses termos [...] Então, repilo a ideia de receber propina. Nunca recebi e nunca pedi propina", disse Wagner, acompanhado pelos advogados Tiago Campos e Pablo Domingues.

As investigações fazem parte da Operação Cartão Vermelho.

"Em PPP [Parceria Público Privada], não existe a figura do superfaturamento como está se insistindo em falar. Nós contratamos, o estado da Bahia, a PPP do estádio, para me entregarem o estádio e a gestão do estádio. Estou muito à vontade porque o valor, por acerto, da Arena Fonte Nova está entre os mais baixos daqueles que foram construídos para a Copa do Mundo de 2014. Há pronunciamento do TCU dizendo que os preços são absolutamente normais”, disse Wagner.

"Não existe uma acusação penal contra o secretário. Há um processo de investigação que ainda não está concluído", informou o advogado Pablo Domingues. Jaques Wagner pertence ao PT e está sendo cogitado para candidato a presidente do Brasil pela sigla.

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