
Ao responder questionamentos dos senadores no julgamento do impeachment, a presidenta afastada Dilma Rousseff disse que o processo de impedimento contra ela trata-se de um "golpe parlamentar" e que o pedido para sua saída da presidência não veio como manifestação das ruas. Ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Dilma explicou que nem todos os golpes são militares e usam a força para a tomada do poder.
“A literatura chama esses golpes de golpes parlamentares. Não há em toda a teoria política, em nenhum momento nada escrito que golpe de Estado é igual a golpe militar. Golpe de Estado é a substituição de um governo legítimo, sem razão, por quaisquer razões que aleguem, tendo em vista a substituição indevida”, afirmou.
Dilma também voltou a responsabilizar o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo processo. Ao ouvir do líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) de que o processo nasceu nas ruas, e não na Câmara, a presidenta retrucou.
“Estou dizendo que é um golpe parlamentar. Eu não concordo que o processo veio das ruas de forma espontânea. Tratava-se de uma chantagem explícita do senhor Eduardo Cunha”, afirmou.
A presidenta respondeu às perguntas de 51 senadores O interrogatório encerrou quase à meia-noite. Nesta terça-feira, o julgamento continua.