Por: atlanticanewsMariana Ferreira
05/03/2016 - 11:54:46

O procurador da República, Carlos Fernando Lima, que integra a equipe de investigação da Operação Lava Jato, disse nesta sexta-feira (4) que há indícios de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o pagamento de vantagens, seja em dinheiro, presentes ou benfeitorias em imóveis das maiores empreiteiras investigadas na operação policial.

A Polícia Federal deflagrou, pela manhã, a 24ª fase da Lava Jato, com mandado de condução coercitiva para o ex-presidente Lula, que está sendo ouvido por agentes da PF no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Em nota, o Instituto Lula rebateu as acusações contra o ex-presidente. Disse que o financiamento é semelhante ao de instituições ligadas a outros ex-presidentes no Brasil e em outros países, "exceto por jamais ter recebido doações de empresas públicas, diferentemente do que ocorre, por exemplo, com a Fundação FHC", e que todas as doações recebidas foram declaradas às autoridades, desde a criação da instituição, em 2011.

Após depor à Polícia Federal (PF), Lula fez um pronunciamento no diretório nacional do PT, em São Paulo, e criticou a conduta da Justiça nessa ação e parte da imprensa pela cobertura desigual do caso.

"Um apartamento que não é meu e dizem que é meu. Espero que quando tudo acabar alguém me dê a chácara e o apartamento”, ironizou. "Eu uso a chácara dos amigos porque os inimigos não me oferecem”, continuou. “Quando eu pagar e estiver no meu nome, posso dizer que é meu e terei orgulho de dizer”, completou.

Lula desafiou a PF e mostrou disposição para voltar à política. "Fiquei indignado com esse processo de suspeição. Se a PF encontrar um real de desvio na minha conduta, eu não mereço ser desse partido. O que fizeram com esse ato hoje foi fazer com que, a partir da semana que vem, me convidem, que eu estarei disposto a andar esse país", disse.

Presidentes e líderes de partidos de oposição no Congresso Nacional reafirmaram apoio à operação e decidiram obstruir todas as votações na Câmara dos Deputados a partir de segunda-feira (7), para pressionar pela instalação da comissão especial destinada a apreciar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

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