
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já tem sua defesa preparada para apresentar ao Conselho de Ética da Casa. Ele vai alegar que nunca recebeu dinheiro público e que o valor que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encontrou na Suíça é originário de atividade de comércio exterior e operações financeiras feitas nos anos 1980 e 1990, quando Cunha vendia carne moída para a África.
Ele dirá ainda que desconhece as contas bancárias que estão no nome dele, da esposa, Cláudia Cruz, para quem deu um carro de luxo Porsche no nome da empresa do casal, a Jesus.com, e da filha, Danielle Cunha.
O presidente da Câmara é acusado pela PGR de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões em propina do esquema de corrupção na Petrobras.