A justiça manteve a decisão de pronúncia – que admite a acusação oferecida para encaminhar o acusado a julgamento perante o júri – contra o renomado empresário Orlando Teixeira do Carmo, suspeito de atear fogo em homem em situação de rua, no dia 25 de janeiro desse ano, dentro de um galpão desapropriado onde funcionara uma concessionária de veículos, em Ilhéus, litoral sul da Bahia. A decisão foi do juiz Gustavo Henrique Almeida Lyra, titular da Vara do Júri e Execuções Penais da comarca do município.

O empresário segue preso preventivamente no Presídio Ariston Cardoso e deverá ser levado a júri popular. Na decisão, o juiz alegou que, em depoimento, o filho da vítima disse ter conversando com o pai enquanto este agonizava. “E declarou ter ouvido a identificação taxativa do empresário Orlando Teixeira do Carmo como responsável pela agressão fatal. A aludida testemunha ainda asseverou que já tinha sido avisado previamente de ameaça proferida por Orlando em relação à vítima na véspera. Na filmagem onde o suposto autor aparece desembarcando de veículo com características idênticas ao carro que pertenceria ao filho do réu”, diz o texto.
A defesa requereu a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sob alegação de que o cliente tem problemas cardíacos, e que a prisão estaria colocando em risco a integridade de sua saúde. O pedido foi negado. De acordo com o magistrado, a unidade prisional dispõe de assistência médica, psicológica e nutricional, e de que o estabelecimento prisional conta com estrutura humana e operacional para viabilizar os atendimentos externos necessários, rotineiros ou emergenciais.
Foto: Divulgação/Verdinho Itabuna