
O policial militar que estava com prisão decretada pela justiça, acusado de participar do duplo homicídio dos indígenas Samuel Cristiano do Amor Divino e Nauí Brito de Jesus no dia 17 de janeiro se apresentou nesta segunda-feira (30/01) no Complexo Policial de Teixeira de Freitas.
Segundo as investigações, o acusado prestava serviço de segurança privada. Em um imóvel utilizado por ele, na zona rural de Porto Seguro, os policiais apreenderam armas, celulares, rádios comunicadores, entre outros dispositivos eletrônicos.
Neste sábado (28/01), uma Força Integrada (FI) de Combate a Crimes Comuns envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria da Segurança Pública, realizou diligências em busca de localizar o acusado, mas não teve êxito na prisão. Já nesta segunda-feira (30), o policial decidiu se apresentar as autoridades na presença do seu advogado.

O delegado Moisés Damasceno coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30), falou que após o crime que vitimou os indígenas, as investigações foram iniciadas e através da identificação de um veículo que pode ter sido usado no duplo homicídio, após análises os investigadores tomaram conhecimento que o carro era usado pelo policial militar de Teixeira de Freitas.
O delegado deixa claro que a motivação do crime ainda não foi identificada, que as investigações ainda estão em face inicial.
O comandante do 8° Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Alexandre Costa, acrescentou que após o policial militar ser ouvido será deslocado para Salvador onde deverá ficar no Batalhão de Choque sobre custódia aguardando a determinação da justiça.
Ainda durante a coletiva de imprensa, o comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar, Major Vagner Ribeiro, falou da participação na Força Integrada (FI) de Combate a Crimes Comuns envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria da Segurança Pública e de apreensões que foram realizadas no mesmo dia que os indígenas foram assassinados.