Por: Redação/Atlanticanews
20/10/2022 - 07:32:15

Foi preso nesta terça-feira (18), durante operação da Polícia Federal, o pecuarista Markson Monteiro de Oliveira, mais conhecido como Marcos Gomes, filho do ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes. Condenado a 13 anos de prisão por tortura, cárcere privado e morte de vaqueiro em Floresta Azul, sul da Bahia, ele estava em São Cristóvão, Sergipe, no momento da prisão.

A operação também prendeu o ex-servidor público Ilmar Marinho, o Mazinho, em Ilhéus.

 

Os crimes contra o vaqueiro Alexsandro Honorato aconteceram em 2 de dezembro de 2006. No dia 27 daquele mês, Marcos foi liberado após prestar depoimento no Complexo Policial de Itabuna. 

 

A polícia concluiu o inquérito em janeiro de 2007, quando o autor do crime foi indiciado. O documento foi encaminhado ao Ministério Público em Ibicaraí, que ficou encarregado de oferecer ou não denúncia à Justiça.

 

Segundo o MP, na ocasião, o mandado de prisão preventiva expedido contra o filho de Fernando Gomes foi datado em 8 de fevereiro de 2007 e tinha validade de 1° de dezembro de 2026. Marcos Oliveira foi condenado pela primeira turma da 2ª vara criminal do Tribunal de Justiça da Bahia por homicídio qualificado.

 

Em novembro de 2020, uma decisão do Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis Júnior liberou Marcos do regime fechado. A determinação ocorreu duas semanas após Marcos voltar para o presídio de Itabuna.

 

Marcos Gomes havia sido preso no dia 20 de outubro de 2020 pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Ele chegou a ser liberado para prisão domiciliar, mas essa prisão foi revogada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e ele voltou pra o presídio no último dia 05 de novembro.  

 

O crime

 

Na tarde de 02 de dezembro de 2006, na fazenda do acusado, acontecia uma vaquejada. Sob suspeita de ter sido furtado pelo vaqueiro, Marcos Gomes teria ordenado que o homem fosse amarrado. Já com a vítima imóvel, teria passado a espancá-la com um “chicote de cavalo”, levando-o à morte.

 

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