O corpo do garçom Jackson Souza Oliveira, que estava desaparecido em Itabuna, sul do estado, desde terça-feira (24), foi encontrado na manhã desta sexta-feira (27) por familiares da vítima, com o apoio da Polícia Militar. O corpo de Keno, como o garçom era conhecido, estava enterrado em uma cova rasa feita em uma área de bambuzal, localizada entre as regiões conhecidas como Alto da Conquista e Vale do Sol.

Ele apresentava sinais de tortura e indícios de requintes de crueldade, como um pedaço de madeira enfiado no olho, amordaçado, bastante ferido e com fratura na região do crânio.

Peritos do Departamento de Polícia Técnica de Itabuna iniciaram os procedimentos e removeram o corpo para exames de necropsia. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

O que se sabe até agora
Jackson esteve envolvido em uma confusão no bairro Conceição, onde morou a vida toda. Em decorrência deste problema, teve que deixar o bairro e ficou hospedado na casa de uma colega de trabalho, no bairro Fonseca. No entanto, na noite de terça-feira (25), segundo o relato desta colega, ele se despediu, agradeceu a estadia e teria dito que iria para a casa de um amigo, sem dar detalhes.
Outra versão denunciada, entretanto, aponta para disparos de armas de fogo vindas do interior dessa casa onde Keno estava hospedado, no bairro Fonseca, e essa denúncia indica que ele pode ter sido morto, dentro da casa.
Ao que se sabe, Keno não tinha qualquer envolvimento com o crime organizado. Trabalhava profissionalmente como garçom há décadas. De acordo com amigos, era muito ligado à família, ao trabalho e à capoeira.
A Polícia Civil já tem nomes de suspeitos de envolvimento com o crime.