
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou, por meio de reprodução simulada, que o miliciano Adriano da Nóbrega atirou sete vezes contra três policiais militares baianos, no dia 9 de fevereiro deste ano. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), com o término das perícias, o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) concluiu o inquérito sobre a operação. Adriano era acusado de envolvimento na morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e motorista dela, Anderson Gomes, em março de 2018.
“Através dos depoimentos de testemunhas e dos envolvidos, além dos exames do DPT, percebemos que os policiais atuaram na tentativa de efetuar a prisão e acabaram entrando em confronto, após disparos de Adriano”, afirmou o diretor do Draco, delegado Marcelo Sansão. Segundo ele, as declarações e perícias convergiram.
O perito criminal José Carlos Montenegro, um dos responsáveis pela reprodução simulada, frisou que os policiais foram ouvidos separadamente. “Remontamos o cenário, com cada um de forma isolada, e a sequência relatada foi a mesma. O cenário analisado retrata um confronto”, destacou. Disse ainda que o miliciano disparou sete vezes, sendo que dois projéteis atingiram o escudo dos policiais e os outros a parede e uma janela.
O diretor do Instituto Médico Legal (IML), perito médico legal Mário Câmara, reforçou que a necropsia não constatou tortura e nem tiros com as armas encostadas em Adriano. “Foram dois tiros que atingiram Adriano, em distâncias superiores a um metro”, concluiu o perito.