
A filha do prefeito de Muniz Ferreira, na região metropolitana de Salvador, Clara Emanuele Santos Vieira, de 20 anos, denunciou ter sido torturada pelo ex-marido, Filipe Pedreira, também filho de prefeito, da cidade de Salinas da Margarida, no recôncavo baiano.
Com hematomas pelo corpo, Clara disse à imprensa que teme que o suspeito volte a agredi-la e ao filho de um ano do casal. Ela contou que não consegue dormir, nem comer, e que já perdeu quatro quilos.
Clara diz que o homem invadiu a casa dela munido de uma faca por volta do meio-dia do último dia 8. O caso repercutiu nas redes sociais depois que a irmã da vítima denunciou o caso por meio do Facebook, no Dia das Mães. A denúncia gerou a campanha "#todosporclara".
Filipe Pedreira cortou as pontas de dois dedos da vítima e os cabelos dela com uma faca, e desferiu socos no rosto de Clara. Ela teve um derrame no olho e sente os dentes moles por conta dos murros que recebeu.
Ela contou ainda que o ex-marido a acusou de ter outro relacionamento e disse que iria deixa-la careca para que ninguém a quisesse. Ameaçou mata-la “se tivesse outro”.
Após as agressões, o suspeito foi para a casa do ex-sogro e também o ameaçou com uma faca, além de lançar spray de pimenta no próprio filho, de um ano. O bebê foi levado para o posto de saúde da cidade e passa bem.
Clara, então, resolveu denunciar o crime. Filipe foi ouvido e liberado pela Polícia Civil. O inquérito será concluído e, em seguida, será avaliado um pedido de prisão.
A SSP-BA informou que um pedido de medida protetiva foi feito com urgência pela Polícia Civil e aceito pela Justiça. Por conta disso, o suspeito da agressão tem que permanecer a uma distância de no mínimo 100 metros da vítima. A secretaria também disse que os laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de lesão corporal e do local da agressão estão em fase final.