Por: Redação, com G1 BA
26/03/2017 - 11:06:39

Um dos seis presos da operação Citrus deflagrada pelo órgão em Ilhéus, no sul da Bahia, foi solto nesta sexta-feira (24), após a Justiça aceitar o pedido de revogação da prisão feito pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A decisão foi tomada em uma audiência de custódia realizada na quinta-feira (23).

Conforme o MP, o pedido foi feito em favor do suspeito Lucival Bonfim Roque. O órgão informou que entendeu que, das provas recolhidas e analisadas até o momento, e que o vinculavam ao crime não eram suficientes para a acusação. Por isso, entendeu que a prisão dele seria desnecessária.

Segundo o Ministério Público, outros cinco investigados permanecem presos e o órgão ainda requereu nesta sexta-feira (24), a prorrogação de mais cinco dias da prisão deles. Quatro deles estão no Presídio de Ilhéus desde a terça-feira (21), quando a operação foi deflagrada. A única mulher do grupo, também presa na ação, foi levada para o Presídio de Itabuna. Ela foi apontada como a "laranja" do esquema.

Entre os presos, está Jamil Chagouri Ocké, o vereador mais votado de Ilhéus. Ele é ex-secretário de Desenvolvimento Social da cidade e foi eleito vereador no último pleito, em 

2016, com 2.330 votos. O advogado dele solicitou o habeas corpos na quinta-feira, mas informou que ainda não teve retorno do pedido.

Outro ex-secretário da mesma pasta, Kácio Clay Silva Brandão, também foi preso. Ainda de acordo com o MP-BA, entre os presos estão empresários e funcionários públicos do alto escalão da prefeitura.

O objetivo da operação foi desarticular um grupo criminoso que praticava fraudes e superfaturamentos em procedimentos licitatórios realizados pela prefeitura do município. Por meio de nota, a prefeitura de Ilhéus informou que a operação não tem relação com a atual administração. De acordo com a gestão do município, os mandados de busca e apreensão são referentes ao período de gestões anteriores, entre 2009 e 2016.

A Câmara dos Vereadores também emitiu uma nota e informou que colobarou com a operação prestando todas as informações necessárias. Por fim, reforçou que a operação não tem relação com a atual gestão.

De acordo com o MP-BA, a investigação começou em 2015, mas o grupo já atuava desde 2009. A suspeita é de que as empresas envolvidas tenham lucrado mais de R$ 20 milhões com as fraudes em licitações.

 

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