
O PMDB, partido do vice-presidente da República, Michel Temer, já está calculando o melhor momento para abandonar o governo e aderir ao movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), segundo a colunista Natuza Nery, da Folha de S. Paulo.
Nas palavras de um líder do partido ouvido pela Folha, o PMDB não deve "enforcar o governo", mas deixar "a corda solta para que este mesmo o faça".
“Os peemedebistas acham que a deterioração do cenário econômico nos próximos meses aumentará a insatisfação da população com o desempenho da presidente e não veem possibilidade de reação que tire Dilma das cordas. Segundo o Datafolha, a presidente tinha apenas 8% de aprovação em agosto”, escreveu a colunista.
Para a cúpula do PMDB, dois eventos próximos farão a crise aumentar: a possível reprovação das contas do governo Dilma pelo Tribunal de Contas da União, na primeira semana de outubro, e o congresso marcado pelo PMDB para 15 de novembro, quando o partido pode oficializar o rompimento com o Palácio do Planalto.
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