
A maior procura entre mulheres por serviços de saúde após casos de agressão se dá entre adolescentes de 12 a 17 anos. Os atendimentos a mulheres vítimas de violência sexual, física ou psicológica em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) somam, por ano, 147.691 registros. São 405 casos por dia; um a cada quatro minutos.
Os dados integram o Mapa da Violência - Homicídio de Mulheres. Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Tocantins e Minas Gerais lideram a lista de Estados com as maiores taxas de procura por atendimento após agressão.
O cônjuge da vítima aparece como o agressor mais frequente, responsável por 22,5% das ocorrências; outras pessoas próximas de adolescentes e mulheres também são apontadas como responsáveis por ataques, como namorado, ex-namorado, irmão, pai e padrasto. Em só 13% dos casos, a agressão é cometida por uma pessoa desconhecida. No caso do Rio de Janeiro, um dos suspeitos é ex-namorado da vítima de 16 anos que foi estuprada por vários homens no Morro do Barão.
Os dados do Mapa da Violência mostram também que são as mulheres jovens as que mais voltam para novos atendimentos no SUS após outros casos de violência.
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