
O padre Alessandro Colen, suspenso esse mês da função de pároco da Catedral Nossa Senhora Auxiliadora em Eunápolis, extremo sul da Bahia, emitiu mais informações pelas redes sociais sobre o caso. Em áudio, ele diz que ingressou com recurso no Vaticano e reafirmou que seu afastamento foi injusto.
“Nós estamos lutando muito para que tudo seja esclarecido. Eu, os advogados, as pessoas que sabem e me conhecem. Sofri uma punição injusta. Um padre só pode ser afastado das suas funções sacerdotais em casos gravíssimos, como pedofilia, crimes sexuais, quebra dos votos sagrados, desvio de dinheiro, roubo, e isso não é o meu caso. Eu não fiz nada disso. Gostaria de deixar isso muito claro a cada um de vocês para que a dúvida não fique pairando na cabeça de vocês. Não foi isso o que aconteceu”, frisou.
“Nunca nada desabonou a minha vida, minha idoneidade e principalmente minha moral. Infelizmente, como não obtive sucesso para solucionar toda essa situação através do diálogo, vamos iniciar uma jornada e uma luta para reverter todo esse processo judicialmente. Me sinto amparado pelas leis canônicas e tenho fé que conseguiremos reverter e esclarecer a todos o que de fato ocorreu. Hoje entrei com recurso no Vaticano relatando minha inocência. Tenho que confiar e respeitar a hierarquia da Igreja. Agradeço do fundo do meu coração todas as manifestações de carinho e de amor e todas as orações que vocês estão direcionando a mim neste momento de dor, momento quaresmal que estou vivendo”, disse ainda no áudio.
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