Por: AtlanticanewsMariana ferreira
03/11/2014 - 22:38:50

O Estadão publicou neste domingo (2) que os bolsistas do ProUni tiveram desempenho melhor na comparação com os alunos das instituições públicas no Enade e também com os mais ricos. O Enade é o exame aplicado pelo governo federal entre estudantes do ensino superior. O dado é da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes).

A pesquisa mostra que quem recebe o benefício integral tem média de acertos de 49,3%, enquanto o rendimento médio dos acadêmicos em ensino público é de 47,7%.

A pesquisa é baseada nos microdados do Inep, autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), em referência aos anos de 2010, 2011 e 2012. O estudo não faz diferenciação da nota em relação ao curso do aluno. Mas, nos três ciclos avaliados, foi possível abordar as três grandes áreas de ensino: humanas, biológicas e exatas.

Até o momento, estudos educacionais mostravam que os alunos do ProUni eram melhores na comparação com os colegas de classe nas instituições privadas. Segundo a pesquisa da Abraes, os acadêmicos, que não têm bolsa, tiveram aproveitamento de 41,88%, abaixo da média geral de 43,19%.

Mas esse estudo também deixa claro que o estudante tem um avanço considerável na nota quando recebe o ProUni de forma integral.

Especialistas avaliam que há dois fatores para o bom desempenho dos alunos bolsistas: para concorrer ao ProUni, o candidato deve ter obtido nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no curso que deseja ingressar. O MEC também estabelece exigências para permanecer com o benefício. Durante o curso, o acadêmico deve ter aproveitamento de, no mínimo, 75% nas disciplinas em cada semestre.

O bolsista também só tem direito a ser reprovado por uma única vez, seja qual for a matéria.

“Esse resultado está associado a um grande esforço do aluno de baixa renda para se manter com a bolsa. Esses bolsistas têm uma indução do próprio governo para ter boas avaliações”, afirma avaliação do professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG) João Oliveira.

“É raro um aluno perder a bolsa por aproveitamento negativo no Centro Universitário Facitec, alega o reitor Adriano Fonseca. “Esses alunos são diferentes, estudam muito, agarram essa oportunidade como se fosse a única”, completa.

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