Por: Prof. Iranildo Lira
13/02/2013 - 00:00:00

É nítido que no Brasil a maioria das pessoas não dá a mínima para a dinâmica de funcionamento das escolas.
Na verdade, a relação entre escola e família esta cada vez mais estremecida. Isto acontece principalmente porque a escola cobra a participação da família na educação, o que é muito necessário, porém raríssimo, enquanto, por sua vez, a família cobra da escola o papel que lhe cabe.

No meio desse "tiroteio" todo ficam os alunos, que em sua maioria, assim como o governo, a escola e a família, também não estão dando a devida importância ao processo de educação.

O resultado de todo esse descaso é a conclusão dos estudos gerando indivíduos incompetentes, despreparados e, talvez a pior consequência, analfabetos funcionais.

Se você está lendo este texto e não está entendendo nada, comece a se preocupar, você pode ser justamente um analfabeto funcional também.

O primeiro passo para superar essa enorme falha é muito difícil de acontecer, que é uma drástica reforma no sistema educacional brasileiro. Infelizmente não há interesse por parte do governo e nem cobrança por parte do povo.

Mas há algo que possamos e deveríamos fazer para ajudar a reverter esta triste realidade: investir pesadamente nos anos iniciais de estudo.

Mudar radicalmente a estrutura da educação básica poderia resultar efetivamente em melhorias, diminuindo a deficiência com que nossos jovens concluem seus estudos.

As crianças tem maior facilidade em aprender, verdadeiros cérebros de "esponjas". Isso precisa ser explorado. É de pequeno que se aprende muito, abrindo caminho para um futuro mais sólido.

Como não há investimento pedagógico e tecnológico na educação básica, principalmente o fundamental I, seguimos com um sistema educacional falido, incompetente e medíocre, formando analfabetos funcionais, profissionais desprepar ados, cidadãos conformados com o nada e pessoas descontroladas emocionalmente.

A situação é tão grave, que toda a seqüência de estudos a partir do fundamental I resulta em deficiências. O aluno já não aprendeu nas séries iniciais, continua sem aprender no fundamental II, chegando ao ensino médio em situação deplorável. Estudos indicam que 8% dos alunos que chegam ao ensino médio são analfabetos funcionais. Não se iluda com um número aparentemente baixo, pois estes 8% são na verdade bem significativos.

E não para por aí. Alguns destes alunos cheios de deficiências concluem também o ensino médio e vão para as universidades. E não pergunte como, afinal, o governo federal tem investido pesadamente em colocar estudantes incompetentes no curso superior ao invés de melhorar a educação básica.

Por fim, se você é daqueles que tratam o sistema de educação do Brasil com desdém e não se preocupa com a maneira que o nosso país é gover nado, não reclame dos péssimos profissionais que estão saindo das universidades para exercerem suas profissões. São médicos, advogados, engenheiros e até mesmo novos professores sem as devidas condições de exercerem suas funções.

Quer saber mais sobre este assunto?
Solicite por este e-mail o livro "Psicopedagogia da Educação", do Prof. Iranildo Lira.
profiranildo@uol.com.br

 

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