Por: ATLANTICA NEWS
30/03/2012 - 00:00:00

Eunápolis - Ainda é incerto o desfecho da greve dos professores da Rede Municipal de Eunápolis, que será interrompida na próxima segunda-feira (02/04/2012), cumprindo acordo feito pela APLB Sindicato - entidade representativa dos professores - com a Administração Municipal, mas não há garantia de que a paralisação será encerrada.

É que a APLB acusa a Prefeitura Municipal de Eunápolis de não cumprir o que foi combinado. Uma vez que, o projeto de lei que foi enviado pelo Executivo Municipal para a Câmara de Vereadores e aprovado, não estaria de acordo com o que as partes combinaram na reunião de quinta-feira* (29/03/2012).

ENTENDA O CASO - Os professores entraram em greve na segunda-feira, e na quarta e quinta, representantes da Prefeitura e da APLB realizaram duas reuniões, visando por um fim ao impasse e à greve.

Na reunião de quinta-feira, dia 29, ficou acertado que o chefe do Executivo atenderia algumas reivindicações dos grevistas, visando suspender a greve na próxima segunda-feira, e a partir daí, novas negociações pudessem por um fim ao movimento grevista. Entre essas reivindicações a serem atendidas, constava o envio à Câmara Municipal - até hoje -, um projeto de lei reajustando os salários dos professores em 20,99%, o que permitiria igualar o salário base dos professores ao piso estabelecido pelo Ministério da Educação. O projeto foi enviado para a Casa Legislativa nesta sexta-feira, dia 30, e incluído na Ordem do Dia excepcionalmente, para a votação.

Entretanto, ao tomarem conhecimento do teor do projeto, momentos antes do início da sessão, diretores da APLB reclamaram que o texto enviado pelo prefeito ao Legislativo não estava de acordo com o que havia sido combinado no dia anterior.

A presidenta da APLB, Jovita Lima, reclamou que o projeto que concede o reajuste de 20,99% e eleva o salário base da categoria no município para R$ 1.451,00, valor do piso estabelecido pelo Ministério da Educação, não contempla toda a categoria. "Muitos profissionais ficam de fora; não foi isso o que combinamos", reclamou a líder sindical, antes da sessão em que o projeto foi votado.

Criado o impasse, a sessão só foi iniciada após os vereadores convencerem aos sindicalistas de que, se o projeto não fosse votado já, correria o risco da lei não ser editada em tempo hábil para vigorar. Assim, os edis se comprometeram a aprovar o texto como estava e, na segunda-feira, sindicalistas e vereadores terem uma reunião com o prefeito, quando, então o convenceriam a fazer as mudanças que a APLB exige. Assim, o projeto teria que retornar ao Legislativo, que tornaria a votá-lo em sessão extraordinárias.

Dessa forma, o Projeto de Lei nº 07/2012 foi aprovado por unanimidade, apesar da insatisfação dos sindicalistas e cerca de 200 professores que, ao verem o projeto aprovado, não fizeram nenhuma comemoração.

Na segunda-feira, vereadores e sindicalistas vão procurar o prefeito Robério Oliveira para que faça as mudanças reivindicadas pelos professores. Enquanto isso, o fim da greve fica sem nenhuma garantia.

*Veja matéria "Professores de Eunápolis voltarão às aulas na segunda-feira", postada no dia 29.

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