Eunápolis - A manhã desta sexta-feira (16/03/12), dia de sessão legislativa, foi de protestos e tumultos na Câmara Municipal de Eunápolis, por conta do Legislativo não realizar a sessão ordinária semanal, quando a APLB Sindicato - sindicato dos professores - esperava que a sua presidenta, Jovita Lima, fizesse um pronunciamento.
A não realização da sessão foi vista como um movimento articulado com o objetivo de impedir que os docentes fizessem reivindicações.
O uso da Tribuna pela líder sindical fazia parte da mobilização prevista para hoje, nesses dias de greve nacional dos professores, seguindo orientação do Comando Nacional de greve. E para obter o direito ao pronunciamento durante a sessão, a APLB havia enviado uma solicitação por escrito à Mesa Diretora - o que é uma exigência legal.
Entretanto, após a verificação do quórum na abertura dos trabalhos, foi constatada a presença de apenas cinco dos dez vereadores, então, cumprindo o Regimento Interno - há a necessidade de haver no Plenário mais da metade dos vereadores -, a presidente em exercício, Carmem Lúcia Gerino Maciel - o presidente Ubaldo Suzart está em viagem, de acordo com as informações da casa -, considerou a sessão prejudicada, encerrando-a.
Os ânimos que já estavam exaltados - antes da abertura da sessão, as duas presidentas entraram na sala das sessões discutindo -, se acirraram, com cerca de 200 educadores presentes à casa legislativa se manifestando, inclusive vaiando a vereadora Carmem Lúcia.
Apesar de não haver a sessão, Carmem permitiu à presidenta da APLB, utilizar a tribuna por 10 minutos. Nesse tempo, Jovita fez um discurso inflamado, principalmente, criticando os vereadores que não compareceram para a sessão. É uma total falta de compromisso com a Educação", criticou a sindicalista.
Encerrado o discurso, houve um início de tumulto e, demonstrando insatisfação, os professores se concentraram no hall de entrada da casa legislativa, decididos a ali permanecerem. A própria presidenta da APLB chegou a declarar a ocupação do prédio por tempo indeterminado.
Ânimos cada vez mais exaltados, seguiu-se um novo momento de euforia entre os protestantes, com gritos de apoio à "ocupação", e sendo instalada num canto do hall uma caixa de som amplificada, Jovita passou a fazer outro pronunciamento. Defendeu a educação, criticou políticos e gestores e falou sobre a paralisação em curso em todo o país. Depois, fez uma explanação sobre as reivindicações da categoria no município de Eunápolis.
Segundo explicou Jovita, apesar da categoria estar em greve num movimento nacional, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que reivindica o cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério (Lei nº 11.738/2008), que estabeleceu o salário base dos professores este ano em R$ 1.451,00, os docentes de Eunápolis têm também reivindicações próprias, e querem uma reunião com o prefeito do Município.
Após cerca de uma hora de protestos, a líder sindical finalizou o pronunciamento, exortando os professores a retornarem às salas de aula na segunda-feira, mas convocou uma Assembleia para a terça à tarde, no colégio Gabriel José Pereira, quando deverão deliberar sobre uma possível paralisação na próxima semana.
Assim, caso não haja a interlocução da administração municipal na segunda-feira, dia 19, os professores do município de Eunápolis deverão iniciar outra greve na próxima semana.
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